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Planalto se irrita com precipitação de Jucá

BRASÍLIA - Interlocutores do Palácio do Planalto se irritaram com a "precipitação" do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, que disse nesta quarta-feira que a votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro. Aliados do presidente admitem que o governo "trabalha com dados da realidade" e sabe que provavelmente a matéria ficará de fato para 2018. As declarações de Jucá, no entanto, "causaram uma confusão desnecessária".

Segundo pessoas próximas a Temer, Jucá conversou nesta quarta-feira com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que combinou com o parlamentar apenas a orientação de votar o Orçamento. A decisão sobre a data da reforma, dizem esses aliados, será tomada pelo presidente nesta quinta-feira, em conversa com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Apesar da consciência de que hoje a reforma da Previdência não tem os votos necessários, Temer e seus aliados próximos avaliavam que há uma melhora no cenário, após o PSDB fechar questão a favor da reforma e o DEM sinalizar que seguirá na mesma direção.

- Não tinha e nem teve esse acordo para o Jucá falar em adiar a votação. Não havia definição ainda, houve uma precipitação do senador. O presidente estava na sala de cirurgia quando Jucá disse isso, claro que não foi combinado - afirmou um aliado próximo do presidente.

Após o mal estar, a assessoria do ministro Eliseu Padilha divulgou nota para dizer que o ministro conversou com Jucá nesta quarta-feira sobre Orçamento e que a Previdência "é um tema que está sendo conduzido pelo presidente da República Michel Temer, juntamente com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que decidirão quanto a sua inclusão em pauta, com a maior brevidade possível".

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