"A reforma administrativa é importante, não podemos nos furtar a esse debate. Mas devemos olhar da forma mais macro possível, com o primeiro objetivo de melhorar a eficiência dos serviços ao cidadão e, apenas em segundo lugar, (com o objetivo de) uma redução de custos", disse ele, em evento que debateu o futuro dos meios de pagamento. "Até porque o efeito é pequeno diante da necessidade de ajuste fiscal que a União tem hoje. Precisamos de um ajuste que a reforma administrativa não consegue entregar."
Embora as medidas fiscais apresentadas ao Congresso até aqui estejam direcionadas apenas ao aumento da arrecadação - o que tem rendido críticas de especialistas e do mercado à equipe econômica -, Durigan afirmou que o governo também está fazendo o debate sobre as despesas. "Devemos apresentar também medidas nesse sentido de aprimoramento do gasto público."
Cartão de crédito
Embora o Ministério da Fazenda não participe diretamente das reuniões entre o Banco Central e o setor financeiro sobre uma nova regulação para o rotativo do cartão de crédito, Durigan disse que seria "equilibrada" uma solução que combine um teto para os juros do rotativo e uma limitação de meses para o parcelado sem juros.
"Isso precisa ser conversado. Talvez uma solução de composição que limite dos dois lados, traga um equilíbrio para o mercado e vire a página. Isso pode ser a melhor saída", disse ele.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

