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Salvador antecipa ação federal e anuncia R$ 270 mensais para informais

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A prefeitura de Salvador antecipou-se ao pacote federal de apoio aos trabalhadores informais e anunciou nesta segunda-feira (30) um conjunto de iniciativas para amparo a 195 mil pessoas em situação de pobreza e extrema-pobreza em meio à crise do novo coronavírus. O pacote prevê o pagamento, por um período de três meses, de um benefício de R$ 270 para 20,4 mil trabalhadores informais. Serão contempladas categorias como ambulantes, feirantes, baleiros, baianas de acarajé e guardadores de carro. Também estão aptos a receber o benefício taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativo com mais de 60 anos e pessoas que recebem o aluguel social da prefeitura, mas que não estão cadastradas em programas de transferência de renda como o Bolsa-família. "Nossa ação prioritária é chegar junto daqueles que não têm nenhum tipo de renda, daqueles que estão completamente vulneráveis", afirmou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O valor de R$ 270 leva em conta o preço médio do gás de cozinha e o valor de duas cestas básicas para garantir a alimentação das famílias. Os pagamentos serão feitos em lotéricas e agências da Caixa Econômica Federal. O benefício será uma espécie de complemento ao pacote aprovado pela Câmara dos Deputados e que deve ser votado pelo Senado nesta segunda-feira para o pagamento de R$ 600 para trabalhadores informais. Em entrevista à imprensa, o prefeito criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pediu mais celeridade na operacionalização das ações de apoio à população de baixa renda e cobrou maior integração entre o pacote federal e as ações desenvolvidas por estados e municípios. "A postura do presidente é condenável. Quem é um governante ajuizado e que tem responsabilidade nesse momento sabe que só há um caminho, que é cuidar da saúde pública e evitar que haja uma catástrofe no Brasil", disse o prefeito, ao comentar as declarações do presidente contra a política de isolamento social. O prefeito, que também é presidente nacional do DEM, afirmou que terá no ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a referência do posicionamento do governo federal nas ações relacionadas ao novo coronavírus. "Prefiro ficar com o seu equilíbrio em bom senso do que com atitudes pouco pedagógicas e, em minha opinião, incompatíveis com a seriedade do momento que o presidente vem tomando", disse. ACM Neto ainda cobrou celeridade na implantação das ações federais. Afirmou que conversou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, neste domingo (29) e defendeu uma maior integração entre a atuação do governo federal, estados e municípios. Além do benefício aos trabalhadores informais, a prefeitura também anunciou ações complementares como a distribuição de cestas básicas para cerca de 170 mil famílias, além da distribuição diária de 3.900 quentinhas com almoço e lanche para moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao todo, o programa terá um custo de R$ 105 milhões, recursos que foram contingenciados de outras áreas da prefeitura consideradas não-prioritárias em meio à pandemia.

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