"Muitas vezes a elite também erra, quer que a sociedade pague a conta da redução do custo de alguns setores da economia. Temos que ter a coragem de falar a verdade. Na reforma da Previdência, a sociedade pagou mais a conta do que os empresários", disse Maia durante o evento CEO Conference Brasil 2020, do banco BTG Pactual, nesta terça-feira (18), em São Paulo.
Segundo Maia, alguns empresários "ressuscitaram o Everardo [Maciel, ex-secretário da Receita] como garoto-propaganda da CPMF".
"Se algum setor está preocupado, tem que dialogar e entender que a parte da contribuição dos empresários deve existir da mesma forma que o brasileiro também colaborou com a reforma da previdência", afirmou.
O presidente da Câmara também disse que o governo mudou sua agenda de privatizações.
"A maior empresa que o governo vai privatizar é a Eletrobras. Não tem grandes privatizações. Quando as pessoas estão na oposição, falam que tem que privatizar Caixa, BB e Petrobras, mas, quando senta na cadeira, muda. Aí, a função social dos bancos é enorme."
Maia afirmou que o Senado ainda resiste quanto à privatização da Eletrobras e que, após resolver essa questão, o assunto deve andar rápido na Câmara.
Ele diz, no entanto, que a privatização dos Correios enfrenta mais resistência. "Meu WhatsApp é mais atacado quando trato desse tema", diz ele, que defende a quebra do monopólio da estatal.
