BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, primeiro a votar nesta quarta-feira, foi a favor da liberação da terceirização irrestrita. O placar agora é de cinco a três pela autorização da prática mesmo para atividades fim. Gilmar citou estatísticas de cinco países europeus - Alemanha, Espanha, França, Itália e Portugal - onde reformas nas leis de trabalho levaram, segundo ele, à redução do desemprego. O ministro afirmou ainda que o Brasil não pode ficar à margem do mundo globalizado, e criticou o paternalismo nas relações trabalhistas. Ele também ironizou quem tenta fazer a separação entre atividades meio e fim.
— Tenho uma inveja enorme de quem consegue fazer a distinção entre a atividade meio e a atividade fim. Penso que são pessoas iluminadas - ironizou Gilmar, afirmando ainda:
— Se a Constituição Federal não impõe um modelo específico de produção, e uma das pedras angulares do sistema é a livre iniciativa, não faz qualquer sentido manter as amarras de um modelo verticalizado, fordista, na contramão de um modelo global de descentralização. Isolar o Brasil desse contexto global seria condená-lo à segregação econômica numa economia globalizada —disse Gilmar.
