BRASÍLIA - O presidente Michel Temer começou a discutir a ideia de fazer uma reforma tributária com parlamentares. Nesta terça-feira, foi um dos temas de encontro com deputados do PSDB. Mas a reforma tributária agrada muito os parlamentares do PSDB, que estão divididos sobre a denúncia da PGR contra Temer e que já teve parecer desfavorável na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
O discurso de Temer é que, depois da reforma trabalhista, é hora de modernizar o sistema tributário do país. No discurso, o presidente tem dito que a reforma trabalhista começa a dar resultados e destacou a geração de empregos.
— Conversamos das reformas e da reforma tributária, que seria essencial para o país — disse Fabio Garcia (PSB-MT), que participou de um café da manhã de Temer com um grupo do PSB que é favorável ao governo e que, portanto, são dissidentes no PSB, que fechou posição a favor da denúncia.
Entre os tucanos, há entusiastas da reforma tributária, como o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).
O governo quer adotar um teto de R$ 4,8 milhões de faturamento por ano para as empresas, independentemente do ramo. A medida faz parte de uma agenda positiva, que inclui ainda uma “limpeza” na proposta de reforma da Previdência, a fim de facilitar sua aprovação no plenário da Câmara.

