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'Tentam emparedar Lula, mas foi Bolsonaro quem fez bagunça fiscal', diz Aloysio

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Aloysio Nunes (PSDB), ex-ministro das relações exteriores, evitou criticar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por declarações polêmicas a respeito do teto de gastos. Nunes faz parte da equipe de transição do governo eleito e entende que Lula vai consertar a "bagunça fiscal de Bolsonaro".

"Lula sabe que o descontrole fiscal tem condições nefastas para os trabalhadores pequenos, mesmo para aqueles que não especulam no mercado financeiro. Há uma tentativa de emparedar o Lula. Mas ele sabe que não pode fazer o que quiser. Ele tem um orçamento bagunçado. Não sei quantas vezes o teto de gastos foi furado no governo Bolsonaro", afirmou Nunes no UOL News desta sexta-feira (18).

Aloysio também comentou que o orçamento feito pelo governo Bolsonaro antes das eleições não tem "coisas essenciais" prometidas até por Bolsonaro, como o Auxílio Brasil no valor de R$ 600, a cobertura da Farmácia Popular e até dinheiro para merendas de creches. Por isso ele pediu para o mercado financeiro "se acalmar".

"Não é possível que se desconheça o histórico de Lula de responsabilidade fiscal. E o histórico de Bolsonaro, de bagunça fiscal", concluiu.

Aloysio faz parte da equipe de transição que cuida de relações exteriores. Ele entende que o ministério está organizado, mas criticou um dos filhos de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PL), por problemas nessa área.

"Foram 4 anos de um presidente cercado de pessoas que acham que são iluminadas em política externa e não são. Especialmente o filho Eduardo e o Filipe Martins, que têm cabeça sintonizadas com Bolsonaro, que cultua a condição de pária, que se mira no Trump como farol da civilização ocidental, que vê comunista em todos lados e não conversa com vizinhos", criticou Aloysio.

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