SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Toyota irá suspender a produção de veículos a partir de terça-feira (24), com retorno previsto para o dia 6 de abril, informou a empresa em nota nesta sexta-feira (20). A montadora ainda não informou o que será feito com os trabalhadores que ficarem em casa. A paralisação ocorrerá nas quatro unidades industriais que estão localizadas no interior de São Paulo, nas cidades de São Bernardo do Campo, Sorocaba, Indaiatuba e Porto Feliz. Segundo a montadora, ao todo são 6.000 colaboradores que operam nas quatro fábricas. Os da linha de produção estarão em férias coletivas, enquanto pessoas do setor administrativo irão fazer trabalho remoto. Na quinta-feira (19), Ford, Volkswagen e Volvo Caminhões decidiram interromper a produção em suas fábricas para evitar a propagação do novo coronavírus entre seus funcionários. A Volkswagen, que mantém quatro fábricas no país, fecha suas linhas de montagem por três semanas a partir de segunda (23). No dia 31, terá início o período de férias coletivas. A empresa afirma que as medidas são parte das ferramentas de flexibilização previstas em Acordo Coletivo de Trabalho. Na Argentina, que decretou quarentena total, a produção foi interrompida nesta sexta até o dia 31 de março. A Ford confirmou que irá interromper a produção em suas plantas na América do Sul. A empresa produz veículos em Camaçari (BA), Taubaté (SP), na unidade da Troller em Horizonte (CE) e em Pacheco, na Argentina. A medida entra em vigor no Brasil no dia 23 de março e, na Argentina, no dia 25. O objetivo é limitar a propagação do novo coronavírus. As atividades no Brasil devem ser retomadas no dia 13 de abril. Na Argentina, o retorno está previsto para o dia 6 de abril. A Volvo irá interromper a fabricação de ônibus e caminhões em Curitiba por quatro semanas a partir da segunda (30). A unidade tem 3.700 funcionários e também produz motores, caixas de câmbio e cabines. Outras montadoras também já anunciaram férias coletivas por causa dos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia. Estão na lista a General Motors e a Mercedes-Benz. Houve também demissões. A Caoa Chery desligou cerca de 50 trabalhadores da planta de Jacareí (interior de São Paulo). Em nota, a montadora diz que "a situação econômica do Brasil neste início de ano, agravada pela recente disparada do dólar, gerou uma grande e inesperada queda nas vendas do setor."