A SIC (Superintendência da Indústria e Comércio), que regula a concorrência e protege os consumidores na Colômbia, decidiu em dezembro que a Uber violou as regras da concorrência.
A Uber disse em 3 de fevereiro que estava considerando levar a decisão à arbitragem internacional, afirmando que viola um acordo comercial entre Estados Unidos e Colômbia e que os danos pela suspensão de seu serviço poderiam exceder US$ 250 milhões.
"Nosso novo modelo permitirá que os usuários aluguem um veículo com um motorista, sob um acordo entre as duas partes. O aplicativo será o ponto de contato que une as duas partes para formar um contrato", afirmou a empresa em comunicado.
A Uber oferecerá cinco opções de serviço, incluindo aluguel por hora e um carro econômico ou de porte grande. A empresa tem mais de 2 milhões de usuários na Colômbia e cerca de 88 mil motoristas.
Segundo o jornal colombiano El Tiempo, a mudança na oferta do serviço pegou o ministério dos Transportes colombiano de surpresa. O serviço de aluguel de carro é previsto na legislação do país, diferentemente do de aplicativo de transporte.
Com a modificação, o cliente deverá aceitar os termos de um contrato de aluguel toda vez que solicitar um carro. A Uber diz que o novo modelo é temporário, que pagou mais de US$ 20 milhões em impostos na Colômbia e planeja expandir seu investimento no país.
O jornal El Espectador analisou o contrato e afirmou que o documento diz que "o usuário pode ter de arcar com gastos de guincho caso seja necessário 'nos casos em que o arrendados tenha que usar o serviço para restitui o veículo (...) por causas imputáveis ao arrendatário".
Segundo a publicação colombiana, "o mesmo ocorre com os custos de imobilização do carro, no caso de o veículo ser retido por autoridades "como consequência de um incidente por causas imputáveis ao arrendatário".
