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'Vamos pisar no acelerador', diz Mercadante sobre liberação de crédito para indústria

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (19) ampliar a concessão de crédito para o setor industrial.

"A fila está grande, os projetos são bons, estamos liberando e vamos pisar no acelerador. Esse país precisa de crédito e crédito mais barato", afirmou Mercadante em evento organizado por Esfera Brasil e MBCBrasil.

A instituição ocupa posição central no plano de fomento à indústria anunciado em janeiro pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De um total de R$ 300 bilhões previstos no programa até 2026, a maior parte (R$ 250 bilhões) deve vir do BNDES.

De acordo com Mercadante, o banco de fomento já aprovou até agora R$ 90 bilhões para a indústria, parcela significativa da meta de R$ 300 bilhões.

"Em 2023, as nossas consultas cresceram 88%, as aprovações 32%, e o desembolso 17%. É assim que funciona: o projeto entra, é avaliado, é aprovado, o desembolso vai no ritmo em que os investimentos são feitos", disse.

"Agora, nesses dois meses, é a melhor consulta dos últimos dez anos, a maior aprovação dos últimos nove anos e o maior desembolso dos últimos oito anos", acrescentou.

Conforme analistas ouvidos em janeiro pela Folha, os projetos do governo abrem caminho para inchar o BNDES nos moldes similares aos de gestões anteriores do PT.

O banco de fomento contesta essa avaliação, dizendo que a instituição tem sido alvo de análises precipitadas e que não haverá uma espécie de volta ao passado.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de crédito dos bancos públicos atingiu R$ 2,498 trilhões em janeiro deste ano —o que corresponde a 43,25% da fatia de um mercado que possui em torno de R$ 5,776 trilhões de estoque.

O resultado acompanha o esforço do governo Lula de resgatar o papel das instituições públicas na economia brasileira.

Também participaram do painel de abertura do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Paulo Pimenta, atual chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência.

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