SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Trabalhadores que aplicaram parte do saldo que possuem no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em ações da Eletrobras poderão aplicar 66,79% do valor inicialmente reservado para comprar cotas da empresa.
Como parte do seu processo de privatização, a maior companhia elétrica da América Latina precificou o valor unitário das suas ações ordinárias em R$ 42.
O valor movimentado na operação foi de R$ 29,29 bilhões, segundo comunicado ao mercado publicado nesta sexta-feira (10) na página da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Desse montante, R$ 6 bilhões foram reservados a todos os trabalhadores que se interessaram a destinar parte do saldo das suas contas de FGTS para comprar ações da companhia. Participantes do mercado, porém, dizem que a demanda desses investidores ficou perto dos R$ 9 bilhões.
O prospecto definitivo da oferta pública de ações da Eletrobras informa que haverá rateio proporcional entre esses investidores em relação ao valor dos pedidos, sendo que cada um terá alocado 66,79% do seu respectivo pedido.
Em outras palavras, um trabalhador que reservou R$ 10.000 para comprar ações da Eletrobras poderá efetivamente aplicar R$ 6.679 na companhia, segundo um técnico de um órgão do governo que acompanha o processo.
A permissão para a reserva de ações com recursos do Fundo de Garantia terminou na última quarta-feira (8).
Trabalhadores que consultarem o aplicativo FGTS poderão verificar, segundo este técnico, que o percentual já está bloqueado para ser aplicado na companhia a partir da próxima terça-feira (14), para quando está prevista a liquidação da oferta.
Os valores não utilizados na aplicação serão desbloqueados, informou a Caixa Econômica Federal, que é a gestora do FGTS.
Trabalhadores que tiverem dúvidas devem acessar os canais oficiais da Caixa, como o telefone 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e o 0800 104 0104 nas demais regiões.

