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Vice-líder do governo tem ‘fé’ no fechamento de questão do PSDB

BRASÍLIA - O vice-líder do governo na Câmara, deputado (PRB-SP), disse nesta segunda-feira que o governo quer votar a na próxima terça-feira, . Na prática, sem os votos necessários, o governo teve que adiar a votação, inicialmente prevista para esta quarta-feira, dia 6. Mas Mansur admitiu que a ainda não há os votos necessários para garantir uma vitória do governo. Ele disse que na quarta-feira o presidente fará uma nova reunião com a para contagem de votos e atualizar a estratégia.

— Todos nós ficamos com a lição de casa no sentido de buscar votos para que na outra terça-feira possamos votar em plenário. Hoje o governo não tem nem 300 votos — disse Mansur, alertando que a reforma só será votada com uma margem de segurança nos votos entre 315 e 320 votos.

Mansur disse esperar que o PSDB feche questão a favor da reforma.

— Tenho fé de que isso aconteça — disse ele.

Mas o experiente parlamentar não considera viável a estratégia de ameaçar com punições os deputados, para que eles votem com o governo. Para Mansur, esse tipo de postura não é tradição na política brasileira e não costuma dar resultado. A proposta foi defendida durante o jantar neste domingo, que reuniu a base aliada e o presidente Temer na residência do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Mansur, porém, considera positivo que os partidos fechem questão sobre o tema.

— O fechamento de questão ajuda, até para dar uma saída para o parlamentar, que pode colocar a culpa (de votar pela reforma) no partido. Mas punir com expulsão ou retirar o fundo partidário do parlamentar não é a melhor estratégia — disse ele.

O Palácio do Planalto quer manter a estratégia de que é possível votar a reforma em dezembro. Mas, nos bastidores, parlamentares aliados e da oposição não acreditam nisso por conta do clima pré-eleitoral que já contamina o quadro político. Muitos prometem que, passadas as eleições de outubro de 2018, voltam e votam a reforma da Previdência, com o quadro já definido.

A ideia é que o texto do relator, deputado Arthur Maia, não seja alterado antes da votação. Mas deverá ocorrer uma negociação em plenário, com apresentação de destaques, como sempre ocorre. O Planalto já prevê isso, admitiu Mansur.

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