Questionado sobre a percepção do mercado de a divisão significar mais leniência com a inflação por parte da diretoria indicada pela atual gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro falou sobre a sinalização do Copom para as próximas reuniões, algo que não constou neste comunicado, pela primeira vez desde agosto do ano passado. "Acho que o guidance era uma coisa muito importante de se observar", disse.
Na reunião de março, o colegiado do Copom tinha indicado que manteria o ritmo de corte de 0,50 p.p. da Selic para este encontro. Nas últimas semanas, no entanto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, já vinha dando indicações de que poderia adotar uma postura mais hawkish (agressiva), levando em conta a postergação do início da flexibilização da política monetária dos Estados Unidos. O cenário doméstico, incluindo a mudança na meta fiscal, inspirava preocupação, mas a situação das chuvas no Rio Grande do Sul adicionou incertezas ao processo.
O resultado do Copom foi dividido. Os cinco diretores, incluindo o presidente, que já estavam no BC antes de Lula assumir a presidência, votaram pelo corte de 0,25 p.p.. Já os quatro nomes indicados pelo petista optaram por redução de 0,50 p.p..
