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Agora olímpico, caratê vai bancar 100% das viagens de seus atletas

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Ao lado do surfe e do skate, esportes que estreiam nos Jogos de Tóquio, em 2020, o caratê está na lista de prioridade do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Isso porque, assim como os radicais, que contam com Pedro Barros e Gabriel Medina, o caratê também tem suas estrelas. Hoje, três caratecas estão entre os três melhores do mundo no kumitê (luta), segundo ranking da Federação Internacional de Karatê (WKF). Douglas Brose, 32, é o líder da categoria -60kg, Vinícius Figueira, 26, o segundo melhor do mundo com -67kg, e Valéria Kumizaki, 32, terceira na lista de -55kg. O Brasil é o quarto colocado no ranking, atrás de Japão, Irã e Austrália.

Na primeira competição do ano, a Premier League, etapa de Paris, em janeiro, Douglas, bicampeão mundial em 2010 e 2014, conquistou a medalha de prata. O Brasil teve sete atletas, incluindo Valéria, campeã mundial em 2005 e do World Games em 2017, e Vinícius, campeão da Premier League em 2016. Eles foram eliminados nas oitavas.

- Se a Olimpíada fosse hoje, apostaria em três medalhas, com Valéria, Douglas, que hoje está na frente do Vinícius (as categorias serão unificadas) e Hernani (Veríssimo) - diz William Cardoso, diretor técnico da Confederação Brasileira de Karatê (CBK), citando ainda o novato Hernani, 22, 13.º na lista dos -75kg. - Ele estreou no adulto há apenas dois anos e não viajou para eventos da circuito mundial. Está nessa posição apenas com os títulos sul-americano e pan-americanos de caratê. Chegou, chegando.

É que os caratecas precisam pagar parte das despesas nas viagens internacionais. E os circuitos mais importantes, a Premier League e a Série A, tem mais competições na Europa. A CBK arca com a inscrição e a hospedagem dos 24 atletas da seleção, mas as passagens e os gastos, não. Em 2017, alguns tiveram apoio do COB.

Segundo o presidente da CBK, Luiz Carlos Cardoso, a verba proveniente da Lei Agnelo Piva, R$ 720/ano, poderá ser usada para bancar 100% das viagens dos atletas, além dos técnicos (não são contratados, ganham diária). Principalmente no segundo semestre, quando começará a contar pontos no ranking olímpico, principal caminho para Tóquio.

- A ideia é levar os treinadores a mais viagens. E esse valor, apesar de bem-vindo, não é o suficiente para a nova demanda - lamenta Cardoso, que trabalha com orçamento de R$ 2 milhões/ano (pequenos parceiros, cursos, taxas, eventos, etc). - Estudaremos a melhor forma de utilização. Porque a meta é ter medalha em Tóquio. Não vamos a passeio.

Bem estruturada, com cinco medalhistas no Pan-americano de Toronto-2015 (três ouros, com Valéria, Douglas e Natalia Brozulatto), a CBK possui 2.085 associações/clubes filiados, com 250 mil praticantes ligados à entidade por meio de 27 federações estaduais. De acordo com a WKF, há mais de 100 milhões de praticantes de caratê pelo mundo.

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