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Atletas paralisam jogo do PSG na Champions após árbitro ser acusado de racismo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Jogadores de Paris Saint-Germain (FRA) e Istambul Basaksehir (TUR) abandonaram o campo no início da partida desta terça-feira (8), em Paris, pela Champions League. Eles acusam o quarto árbitro, o romeno Sebastian Colţescu, de ter proferido uma ofensa racista contra um integrante da comissão técnica do time turco. A Uefa decidiu suspender o jogo. O quarto árbitro teria se referido a Pierre Webó, assistente técnico do Istambul, como "aquele negro", após uma discussão que terminou com a expulsão do camaronês Webó. O assistente reagiu com indignação, questionando "por que você diz negro?" "Você nunca diz 'aquele cara branco', diz apenas 'aquele cara', então por que você diz 'esse cara negro'?", protestou o atacante senegalês Demba Ba. O confronto ficou paralisado cerca de 20 minutos antes de as equipes saírem do gramado. O árbitro principal, o também romeno Ovidiu Haţegan, tentou convencer os jogadores a reiniciarem o confronto, mas até o momento eles se recusam. Integrantes do elenco do Istambul pediram respeito, e Neymar avisou que, com Colţescu à beira do campo, a partida não poderia continuar. O jogo desta terça era a último do quarto árbitro em sua carreira internacional. A federação romena já havia anunciado sua saída dos quadros da Fifa e da Uefa. ​ Minutos após a ofensa, o clube turco reproduziu em sua conta no Twitter imagem da campanha da própria Uefa contra o racismo, republicada pelo perfil do PSG. Em 2019 a Uefa estabeleceu um protocolo para combater racismo durante as partidas, mas este era direcionado apenas para casos de ofensas vindas da torcida. O primeiro passo seria parar o jogo e avisar, pelo serviço de som do estádio, o motivo para a interrupção. Em caso de persistência, o árbitro teria de paralisar mais uma vez o confronto, mandar os jogadores para o vestiário e voltar a avisar o público. Se nem assim as ofensas racistas forem interrompidas, a partida deve ser abandonada. Em novembro do ano passado, os brasileiros Taison e Dentinho foram alvos de racismo em jogo contra o Dínamo de Kiev, pelo Campeonato Ucraniano. Ao ouvir os xingamentos, Taison fez gesto ofensivo para os torcedores e foi expulso. Coltescu tem histórico de problemas psicológicos. Em 2008, ele ameaçou se jogar da janela do seu apartamento, a 10 metros de altura. Na época, ele passava por tratamento. A partida desta terça era a última da sua carreira internacional. A decisão foi anunciada pela federação romena.

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