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Autor de gol da vitória sueca foi responsável por quebrar hegemonia de Ibra em prêmio local

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Ao marcar de pênalti o gol da vitória contra a Coreia do Sul, o zagueiro e capitão da Suécia Andreas Granqvist apenas aumentou sua idolatria no país. Aos 32 anos, o experiente jogador é o lider do elenco sueco e uma das referências para a torcida local. No ano passado, depois de ter ajudado o time a eliminar a Itália na repescagem para a Copa — os italianos não conseguiram marcar um gol em dois jogos — Granqvist foi eleito o melhor jogador sueco de 2017, num prêmio organizado pela Federação de Futebol e um jornal local que era vencido por Ibrahimovich desde 2006.

No reconhecimento junto aos torcedores e jornalistas locais, e na braçadeira de capitão, o zagueiro é o sucessor de Ibra na seleção. Saem os gols e a habilidade marcante, e entram o vigor físico, a raça e o espírito de liderança. Enquanto o polêmico atacante é conhecido pelo seu egocentrismo — ele nem parabenizou o companheiro pelo prêmio conquistado — Granqvist é famoso por seus atos de gentileza e de companheirismo. Sempre que pode, ele acompanha treinamentos específicos dos colegas de time. Faz parte da maneira como demonstra liderança, a mesma que pretende exercer na Rússia.

— É importante mostrar que você está interessado mesmo por aqueles que não jogam as partidas — afirmou ao “Expressen” o zagueiro, em mais uma declaração que o separa de Ibra. — As pessoas apreciam quando demonstramos nossas emoções.

Outro episódio famoso foi quando recebeu um convite curioso de uma garota de 14 anos. Tilda Larsson decidiu produzir artigos de Natal com o rosto do zagueiro estampado, e contou com o apoio do ídolo. “Ele se tornou o grande herói (da classificação para a Copa). Então, enviei uma mensagem para o Instagram dele e perguntei se poderia usar seu rosto nos enfeites”, conta a menina. A inciativa acabou beneficiando uma instituição que cuida de crianças com câncer: 10 coroas suecas (pouco menos de R$ 4) de cada venda são revertidos como doação.

Granqvist defende a seleção desde 2006, mas não chegou a ser convocado para o Mundial da Alemanha, o último disputado pela Suécia até então. Assim, na Rússia ele faz sua estreia em copas. E começou com o pé direito, numa épica narrativa que só evolui desde a sofrida classificação contra a Itália. Naquela ocasião, ele prometeu, e cumpriu, que rasparia o cabelo caso o objetivo foi alcançado. Agora, nenhuma promessa foi feita, mas o zagueiro, que recusou uma renovação de contrato com o russo Krasnodar para voltar ao seu clube de formação, o Helsingborg, mostra que não está na Copa a passeio.

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