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Brasil inicia hoje, contra o Canadá, a fase final da Liga Mundial

Em busca do décimo título — o último foi em 2010 —, o Brasil estreia hoje, às 15h05, na fase final da Liga Mundial de vôlei, na Arena da Baixada, em Curitiba. O primeiro adversário é a seleção do Canadá; na quinta-feira, o duelo é contra a Rússia. TV Globo e Sportv transmitem.

Para Renan Dal Zotto, a seleção brasileira precisará se adequar de forma diferente a cada adversário. O técnico destaca a qualidade técnica de cada um e suas particularidades.

— O Canadá fez uma campanha regular em toda a competição e tem mostrado uma boa homogeneidade, com o volume de jogo como principal característica. Além disso, é um time que quase não erra. Será preciso ter paciência — analisa o treinador. — Já a Rússia é uma equipe vinda de outra escola, forte fisicamente e que tem um jogo baseado na eficiência de seus atacantes.

No outro grupo, Estados Unidos, França e Sérvia se enfrentam. Os dois melhores de cada trio se classificam para as semifinais, onde o primeiro de um grupo joga contra o segundo do outro. As partidas serão na sexta-feira. A competição termina no sábado: a disputa do terceiro lugar será às 20h; e a final, às 23h05.

Vice-campeão olímpico em Los Angeles-1984 como atleta, Renan assumiu o cargo após a saída de Bernardinho. Agora, o técnico terá, diante da torcida brasileira, a chance de conquistar seu primeiro título à frente da seleção. Apesar da responsabilidade, ele garante estar tranquilo:

— Não sinto cobrança. A pressão de representar o Brasil numa competição tão importante como essa é natural. Não estou aqui para substituir o Bernardo, até porque ele é insubstituível. É único. Quero apenas fazer o meu melhor. As coisas estão fluindo bem e esse torneio é um ótimo desafio, ainda mais jogando em casa. Preparados nós vamos estar, isso eu posso dizer.

Bruno, capitão e filho do ex-técnico, lembra que o título será importante para motivar e dar tranquilidade à comissão técnica e aos jogadores recém-chegados neste novo ciclo olímpico.

— Essa nova fase começa com um campeonato bem equilibrado, o que valoriza ainda mais a medalha, caso ela venha. Vamos lutar por isso. O Brasil tem muitos garotos, mas que já trazem uma experiência interessante dos seus clubes. Tento motivá-los e busco conversar com os jogadores mais jovens — conta o levantador.

O Brasil até teve altos e baixos nas etapas de Pesaro, Varna e Córdoba, sofrendo derrotas para as seleções da Polônia, Bulgária e Argentina. Mas, mesmo assim, terminou a primeira fase da Liga Mundial em segundo lugar na classificação geral, atrás apenas da França — possível adversário da final, caso as duas seleções cheguem lá. Para Bruno, os franceses estão um passo à frente dos outros times:

— Os franceses têm um projeto que vem de algum tempo, acumulando bons resultados. É um time bastante técnico e com poucas alterações desde o último título europeu. O primeiro lugar na fase classificatória não foi à toa e mostra essa vantagem.

Megaestrutura

As partidas não serão disputadas em um ginásio fechado, mas dentro de um estádio de futebol adaptado. A quadra foi montada no centro do campo. Cerca de 180 pessoas trabalharam, diariamente, nessa transformação. No total, foram utilizadas 800 toneladas de material. A expectativa dos organizadores é de uma média de 30 mil torcedores por jogo.

— Sabemos que será um pouco diferente por causa da estrutura da quadra, das referências. Não estamos acostumados a jogar com um teto que permite a passagem da luminosidade, como é o caso da Arena da Baixada, o que pode atrapalhar na hora do saque. Mas, independentemente de qualquer adversidade, disputar uma fase final de Liga Mundial é sempre bacana — afirma o central Lucão, de 31 anos, que, pela primeira vez desde que chegou à seleção, é o jogador mais velho do grupo.

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