O caso de estupro envolvendo Robinho, o amigo dele Ricardo Falco e outros quatro brasileiros deve ser julgado novamente na próxima quinta-feira (10), na Itália. No julgamento em segunda instância os advogados do jogador e de Falco tentam reverter a condenação de nove anos em regime fechado, estabelecida na primeira instância.
Para isso eles usam argumentos de que não houve estupro e sustentam ainda que Robinho estaria sendo prejudicado pelas escutas que não foram traduzidas corretamente para o idioma local.
De acordo com a legislação do país, na quinta, a defesa apresentará a tese ao procurador de apelação que por sua vez, emite suas conclusões à três juízes da corte. Eles devem analisar o caso e decidir se marcam uma nova audiência ou se rejeitam o pedido. Caso a apelação não seja aceita, eles podem determinar no mesmo dia a sentença e o futuro dos acusados.
Contudo, mesmo que a sentença seja desfavorável aos acusados, eles ainda poderão recorrer mais uma vez. Somente após esgotadas as três instâncias é que a pena passa a ser executada. Na pior das hipóteses, os advogados de Falco tentam ao menos diminuir o tempo de prisão do cliente. Robinho e Falco não devem estar presentes no julgamento como tem feito desde o início, mas a vítima já confirmou a presença no tribunal.
O caso de estupro coletivo sofrido pela albanesa ocorreu em janeiro de 2013, na boate Sio Café que fica em Milão. Na ocasião, a jovem comemorava o aniversário de 23 anos e teria sido estuprada enquanto estava completamente embriagada.

