Na proposta econômica que apresentou ao governo na licitação, o consórcio informou que pretende realizar 75 partidas de futebol por ano no Maracanã e só dois shows. Já no Maracanãzinho, o grupo espera fazer 91 eventos por ano. No documento, o consórcio (que tem, além de Odebrecht e a IMX de Eike, a norte-americana AEG) prevê até a realização de casamentos no complexo do Maracanã. "Conferências e banquetes são fontes de receitas confiáveis", informou na proposta.
O grupo espera fechar cinco tipos de patrocínio: principal (uma cota de R$ 25 milhões/ano), "fundador" (duas cotas de R$ 5 milhões/ano) e "ouro" (duas cotas de R$ 2,5 milhões/ano), além de quatro cotas de "fornecedores oficiais", no valor de R$ 2 milhões anuais.
A concessão proíbe que o consórcio assine contrato de "naming rights" para o Maracanã, mas permite no caso do ginásio, desde que o nome do patrocinador apareça junto com "Maracanãzinho". Ao vencer a licitação, o grupo ganhou o direito de explorar a "marca" Maracanã. A proposta econômica prevê a "venda de produtos relacionados às marcas, logomarcas e imagens do complexo".
Outra fonte de renda do consórcio será a venda de alimentos e bebidas. Em cada cachorro-quente ou refrigerante vendido em dia de jogo ou evento, o grupo terá participação de 30%. O turista que for ao Maracanã terá de pagar R$ 20 pelo tour.
Nesta quinta, a reportagem revelou que dos 78.838 lugares do novo Maracanã, os clubes só terão direito à receita pela venda de 50,9 mil em dias de jogos. Com os outros 27,9 mil - entre eles camarotes corporativos -, quem vai lucrar é o consórcio.

