Por Marcelo Teixeira
BASKING RIDGE, NOVA JERSEY, 9 de junho (Reuters) - O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos neste sábado, mas há poucas pistas sobre como Carlo Ancelotti resolverá os problemas defensivos da seleção pentacampeã mundial.
Ironicamente, para um time historicamente conhecido por seu talento ofensivo, a defesa foi o principal assunto da entrevista coletiva desta terça-feira.
O Brasil perdeu o lateral direito titular Wesley, cortado após sofrer uma lesão muscular na coxa durante o amistoso do último sábado contra o Egito.
Os possíveis substitutos — Roger Ibañez ou Danilo — não jogaram com frequência nessa posição recentemente. Ambos costumam atuar mais como zagueiros.
“Estamos trabalhando duro para chegar ao jogo na melhor forma possível. É tudo o que posso dizer”, disse Ibañez a repórteres no hotel da seleção brasileira em Basking Ridge, em Nova Jersey.
“Se eu disser mais alguma coisa, vou me meter em encrenca”, acrescentou, ao ser questionado se esperava ser titular e, em caso afirmativo, se atuaria como lateral direito ou em uma função mais central.
Ancelotti optou por não convocar outro lateral direito de origem para substituir Wesley. Preferiu o meia Éderson, da Atalanta.
Ibañez, que joga pelo Al-Ahli, da Arábia Saudita, disse que Ancelotti ainda não teve conversas específicas com ele ou com Danilo sobre a situação, sugerindo que uma decisão definitiva ainda não foi tomada.
Ele acrescentou, no entanto, que seu estilo é mais defensivo que o de Wesley, que oferecia uma ameaça ofensiva maior pela lateral.
Ancelotti também poderia optar por escalar um meia na lateral direita.
(Reportagem de Marcelo Teixeira)



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