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‘Ele disse até a volta, mas essa volta não vai acontecer’, diz namorada de vítima

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CHAPECÓ — Ao longo da tarde desta terça-feira, familiares das vítimas da tragédia envolvendo a Chapecoense receberam atendimentos médicos e psicológicos. Muito abalada, Eliandra Carine, namorada do chefe de segurança da equipe, Adriano Bitencour, que estava no avião que caiu próximo à cidade de Medellín, conversou com a imprensa e relatou os últimos momentos que passou com seu amor antes da partida.

Profissional da área da saúde, ela recorda que no sábado (26) encontrou com o Adriano, que logo em seguida viajou para São Paulo, onde no domingo a Chapecoense jogou contra o Palmeiras. De lá, a delegação viajou para a Colômbia, onde jogaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira.

— Ele veio se despedir no portão da Chapecoense, onde eu estava, e disse ‘até a volta’, mas essa volta não vai acontecer. Nem com ele e nem com os outros familiares que estão sofrendo tanto quanto eu — disse, emocionada.

Eliandra ainda lembra que essa seria mais uma viagem que o casal faria junto, uma vez que ela também é funcionária do clube do Oeste catarinense.

— Deus quis que eu não estivesse junto. Meu passaporte não ficou pronto — acrescenta.

Como se previsse o trágico acidente que aconteceria, a namorada conta que há cerca de duas semanas o chefe de segurança lhe disse: “se eu morrer nesse momento, vou morrer a pessoa mais feliz do mundo”.

Nesta quarta-feira, Eliandra deve viajar junto com os demais familiares das vítimas para São Paulo (SP), onde possivelmente será feito o reconhecimento dos corpos dos passageiros.

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