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Emergente, Tottenham vive céu na Liga dos Campeões e inferno na Premier League

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Que Tottenham é o verdadeiro na temporada? O que terminou a primeira fase da Liga dos Campeões como o dono da melhor campanha, mesmo em um grupo que tinha Real Madrid e Borussia Dortmund, ou o que está nas cordas no Campeonato Inglês, sétimo colocado e derrotado pelos principais rivais domésticos? Clube em ascensão na Terra da Rainha, os Spurs tentam se posicionar como parte integrante da elite do futebol do Velho Continente. Mas não sem turbulências no meio do caminho.

Em Londres, o momento dos Spurs é visto como de instabilidade e a primeira explicação que vem à tona é o elenco pouco numeroso. Com menos opções que as principais potências da Europa e da Inglaterra, o time sente quando perde jogadores de peso. Até por isso, a surpresa com a boa campanha na competição internacional.

— Ninguém nos Spurs está pensando em ganhar a Liga dos Campeões. Todo mundo pensava que o terceiro lugar do grupo seria normal. O elenco é curto e pesam as lesões. Alderweireld está fora e a defesa não é a mesma sem ele — destacou o jornalista Tim Vickery, correspondente da BBC no Brasil.

Ainda assim, a campanha da equipe treinada por Mauricio Pochettino na Liga dos Campeões é quase perfeita. Com 16 pontos, venceu cinco jogos e empatou apenas um, contra o Real Madrid, no Santiago Bernabeu. Bateu o Dortmund tanto em casa quanto na Alemanha, tarefa sempre complicada.

Os resultados reforçam o bom trabalho feito pela diretoria dos Spurs nos últimos anos. O argentino Pochettino é técnico da equipe desde 2014 e o clube tem privilegiado a descoberta de novos talentos ao invés das contratações vultuosas. O Tottenham é atualmente a base da seleção inglesa, com seis jogadores, entre eles, Dele Alli e Harry Kane, dois dos mais importantes em ação na Inglaterra.

Comparado às principais potências da Europa, é quem tem feito os melhores negócios. Para a atual temporada, terminou com saldo positivo de R$ 36 milhões na balança entre gastos e receita com contratações, de acordo com dados do site especializado Transfermarkt. Para se ter uma ideia, o Paris Saint-Germain ficou com saldo negativo de R$ 692 milhões. Os compatriotas Manchester United e City, R$ 608 milhões.

— Se você olha a folha de pagamento dos principais clubes da Europa, a do Tottenham não chega nem perto. O time está se superando - destacou Vickery.

Entretanto, quando o assunto é o Campeonato Inglês, os resultados caíram, e muito, comparados aos das últimas temporadas, quando foi vice-campeão em 2016/2017 e e terceiro lugar em 2015/2016. A goleada sofrida para o Manchester City por 4 a 1 no último fim de semana confirmou a má fase doméstica. A falta de White Hart Lane - fechado para obras - poderia ser usada como desculpa, mas os resultados no Wembley não têm sido dos piores. O problema tem sido o desempenho contra os principais rivais. Além da goleada para o City, o time perdeu para Chelsea, Manchester United e Arsenal. A única vitória contra os grandes foi contra o Liverpool.

— A temporada é de transição. Não existe um sentimento de decepção pela campanha na Premier League. A luta será por uma vaga na Liga dos Campeões do ano que vem. E se conseguirem, terminarão a temporada bem — concluiu Tim Vickery.

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