O Fluminense decidirá uma vaga na final da Taça Rio, nesta quinta, no Nilton Santos. Mas suas atenções também estão voltadas para o Maracanã, que, após o show da banda Pearl Jam, marcado para hoje, reabrirá suas portas para o futebol. Além de buscar uma equação que lhe permita jogar no estádio sem prejuízos, o Tricolor deve começar, esta semana, a pagar sua dívida com a concessionária.
O débito do clube com a administradora do estádio, de R$ 400 mil, é discutido desde agosto. O Fluminense informou que a forma de pagamento foi acordada na última semana. Será em parcelas. A primeira vence no fim desta semana.
A dívida se explica pela dificuldade de jogar no estádio sem prejuízo. Com fluxo de caixa deficitário, o Fluminense já não vem conseguindo arcar com todas as suas contas. Mas, no caso do Maracanã, além do aluguel de R$ 100 mil, há os altos custos de operação. Para piorar, a frequência do público é baixa.
Este ano, o clube já disputou duas partidas no local. Na primeira — o clássico contra o Botafogo, em janeiro —, o borderô apresentou déficit de R$ 145 mil para cada um. Na segunda — contra o Nova Iguaçu, há dez dias —, o Tricolor abriu apenas os setores inferiores, numa forma de reduzir os custos. A medida evitou prejuízo maior, mas não impediu que o jogo custasse R$ 297,5 mil aos cofres tricolores.

