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Flu se reúne nesta quinta por impeachment de Abad, que ensaia saída por outros meios

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Flu se reúne nesta quinta por impeachment de Abad, que ensaia saída por outros meios
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Tendo em vista que a reunião para apreciar o pedido de impeachment de Pedro Abad não deve ter consequências definitivas, é exagero dizer que a crise política do Fluminense chega ao seu dia D. Mas, ainda que não afaste o presidente, o evento desta quinta, às 20h, nas Laranjeiras, deve marcar o início do fim de sua gestão.

Torcedores se mobilizam pelas redes sociais para fazer pressão em frente à sede do clube, nas Laranjeiras. Mas, aparentemente, o processo de impeachment está controlado. A base de apoio de Abad no Conselho não deve assinar a lista de presença. Com isso, o quorum de 150 pessoas não seria alcançado. A manobra permitiria a ele escapar do afastamento. Mas não do desgaste. Diante disso, espera-se que, passada a ameaça de impedimento, o presidente convoque assembleia geral para propôr aos sócios a antecipação das eleições inicialmente previstas para novembro de 2019.

Cogita-se, inclusive, a possibilidade de que isso seja feito já nesta sexta. Abad estuda convocar a assembleia para janeiro. Caso aprovado pelos sócios, o pleito ocorreria até março.

Abad tem se mobilizado em torno do tema. Na semana passada, conversou com Ricardo Tenório, aliado dos candidatos derrotados no último pleito Mário Bittencourt e Celso Barros. Na última terça, esteve com o presidente do Conselho Fernando Leite, tido como próximo dos membros do Unido e Forte, rivais políticos do mandatário. Este encontro foi divulgado pelo site “Globoesporte.com” e confirmado pela reportagem.

Um acordo começou a ser costurado. Leite descartou reduzir o quorum da votação de hoje — hipótese comentada nos bastidores e que custaria o impeachment a Abad — e admitiu estudar a viabilidade de antecipação do pleito. O tempo de duração do mandato e a posse dos novos conselheiros são preocupações. Para evitar contestações, é possível que apenas o presidente eleito e seu vice assumam. O novo Conselho, cuja composição é definida de acordo com a votação das chapas, só assumiria no fim de 2019. Assim, os membros atuais não se sentiriam prejudicados.

Regras do impeachment

Se o quorum de 150 conselheiros for atingido, o impeachment precisa de dois terços dos votos para ser aprovado. Como o posto de vice geral está vago, o primeiro na linha sucessória é Fernando Leite. Com o afastamento de Abad, ele assumiria na condição de interino e teria até 45 dias para realizar novas eleições. Pelo estatuto, no entanto, este pleito não anteciparia o já previsto para novembro de 2019. Ou seja: trata-se de um mandato-tampão com duração de cerca de nove meses.

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