Muita coisa mudou para Fluminense e Santos desde a estreia de ambos no Brasileiro, há exatos três meses. O reencontro desta segunda-feira, às 20h, no Pacaembu, apresenta do lado paulista um time que viveu montanha-russa de emoções na Libertadores e chegou a trocar de treinador, mas manteve seu time-base. No lado carioca, a situação é inversa: apesar da estabilidade no comando e das campanhas sem sobressaltos, o time passou por mudanças cruciais na formação.
No Fluminense, peças importantes como Wellington Silva, Henrique Dourado e Sornoza passaram momentos no departamento médico. Há uma expectativa de que este último, entregue ao recondicionamento físico desde julho, volte a ser relacionado para jogos nesta semana — começando, possivelmente, por hoje.
— É importante manter uma base, mas tivemos muita dificuldade com lesões neste ano. Acho que todos estão se esforçando ao máximo e, considerando todas as coisas que aconteceram, estamos nos superando — disse Henrique.
Do time que estreou na Série A, o Fluminense tem jogado com quatro mudanças. O goleiro Diego Cavalieri e o lateral Léo saíram por opção técnica, dando lugar a Júlio César e Marlon, respectivamente. Sornoza, machucado, teve seu espaço preenchido por Marlon Freitas, e com isso o time mudou a configuração do meio-campo para uma postura mais reativa. Mais recentemente, a venda de Richarlison abriu uma vaga na ponta, que é ocupada por Gustavo Scarpa ou Wellington Silva.
Para o capitão do Fluminense, o que atrapalha o time não é só a dificuldade para manter um time-base, mas principalmente a falta de tempo para lapidar os ajustes necessários. Neste ano, mesmo sem estar na Libertadores e já eliminado da Copa do Brasil, o time carioca fez 51 jogos. O Santos, que segue nas duas competições, jogou menos: 46 partidas.
— O que atrapalha é a falta de tempo para treinar. Nos treinamentos você conversa, e corrige. Às vezes é no diálogo a gente procura acertar as coisas — ponderou Henrique.
Ontem, a diretoria enfim confirmou a contratação do atacante Robinho, do Figueirense. Além dele, o clube fechou por empréstimo com o volante Richard, do Atibaia, time do interior de São Paulo.

