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Justiça espanhola emite ordem de prisão de Ricardo Teixeira por lavagem de dinheiro

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Madri e Rio O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira é alvo de uma ordem internacional de busca e captura emitida pela Justiça espanhola. A informação foi divulgada pelo site “Crónica Global” na madrugada de ontem. De acordo com a publicação, Teixeira é procurado por lavagem de dinheiro em conluio com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e anteriormente diretor da Nike, patrocinadora da seleção. O brasileiro também está sendo procurado pela polícia dos Estados Unidos, segundo o Globoesporte.com.

Ontem, o presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, foi detido para ser interrogado sobre suspeitas de administração desleal, apropriação indébita e falsidade documental em sua gestão.

A ordem contra Teixeira foi emitida pela juíza Carmen Lamela, da Audiência Nacional espanhola, no último dia 12 de junho. No ofício, ela diz que o dirigente obteve benefícios a partir da comercialização dos direitos de transmissão de 23 amistosos da seleção brasileira entre 2009 e 2014. A fraude alcançou, segundo a juíza, “grande parte dos € 8,3 milhões” repassados para uma empresa com sede em Andorra, um paraíso fiscal.

Advogado: sem informação

Nos EUA, Teixeira é acusado no “Caso Fifa”, que aponta fraude, lavagem de dinheiro e recebimento de milhões em propinas para, com a Nike, beneficiar empresas de marketing esportivo. Essa ação envolve outros dirigentes da entidade, alguns já presos, como o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

De acordo com o advogado de Teixeira, Michel Assef Filho, ao Globoesporte.com, o ex-dirigente não foi informado sobre qualquer decisão judicial.

Apesar de ter uma ordem internacional de captura contra si, Teixeira pode se beneficiar do expediente da Justiça brasileira, que não extradita seus cidadãos. No último dia 18 de junho — isto é, cinco dias após a emissão da ordem de prisão —, Teixeira disse em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” que . Porém, pode haver cooperação oficial mútua entre os países, e um processo ser aberto.

— Tem lugar mais seguro que o Brasil? Qual é o lugar? Vou fugir de quê, se aqui não sou acusado de nada? Você sabe que tudo que me acusam no exterior não é crime no Brasil — afirmara Teixeira.

Sandro Rosell foi preso em 23 de maio pela , da polícia espanhola, que investiga sua atuação quando era diretor da Nike, patrocinadora da seleção brasileira desde a década de 1990. À época, ele se aproximou de Ricardo Teixeira, então presidente da CBF. Segundo as investigações, a dupla teria cobrado comissões ilícitas na venda de direitos de transmissão de .

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