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Maior velocista de todos os tempos, Bolt se despede neste sábado

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LONDRES, 11 (AG) - O ano era 2008, e o mês, junho. Aos 21 anos, Usain Bolt era "oficialmente" apresentado ao mundo no Meeting de Nova York, ao se tornar o primeiro atleta a correr os 100m rasos em 9s72, estabelecendo o novo recorde mundial da prova - até então, a melhor marca pertencia ao compatriota Asafa Powell, com 9s74.

Seu desempenho espantoso - uma surpresa até para ele, que só queria "treinar" para sua prova principal, os 200m - despertou a atenção de todos. Dois meses depois, na Olimpíada de Pequim, ele mostrou que tinha chegado para ficar. Imbatível nos 100m e nos 200m, começava a se tornar a lenda que sempre sonhou ser.

- Sou o maior atleta vivo - disse, sem falsa modéstia, ao fim da Olimpíada de Londres-2012, quando, dono dos recordes mundiais dos 100m, 200m e revezamento 4x100m, conquistou o segundo ouro olímpico nas três provas, feito que repetiria quatro anos depois, na Rio-2016.

Neste sábado, às 17h50m, Bolt, agora com 30 anos, despede-se definitivamente das pistas, no 4x100m, no Mundial de Londres. Na prova, dominada pelos jamaicanos desde 2008, já são seis ouros entre Olimpíadas e Mundiais - a medalha dourada de Pequim-2008 já não faz mais parte da lista. Ela foi retirada da equipe por causa do doping de Nesta Carter, que integrou o revezamento na conquista olímpica. O Sportv 2 transmite.

Após perder o ouro dos 100m para Justin Gatlin, Bolt, que abriu mão dos 200m no Mundial, só terá este sábado para sentir, pela última vez, o prazer de estar no alto do pódio. Prontos para estragarem a festa jamaicana, os americanos chegarão com a "faca entre os dentes".

Liderados por Gatlin, o quarteto dos EUA está com essa prova engasgada na garganta, já que, por erro na passagem de bastão, acabou eliminado da final tanto no Mundial de Pequim-2015 quanto na Olimpíada do Rio-2016.

Nesta sexta-feira, no antepenúltimo dia do Mundial, a holandesa Dafne Schippers sagrou-se bicampeã dos 200m ao bater Marie-Joseé Ta Loum, da Costa do Marfim, por apenas três centésimos: 22s05 a 22s08. Shaunae-Miller-Uibo, das Bahamas, completou o pódio (22s15).

O dia também foi bom para Andressa de Morais, que precisou de apenas uma tentativa para garantir vaga na final do lançamento de disco, neste domingo, às 15h10. A brasileira marcou 62,80m e se classificou para a decisão na oitava colocação. Ela é a atual recordista sul-americana da prova.

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