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Manchester City de Guardiola faz história

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A temporada europeia vai quase pela metade e, claro, prever o futuro é impossível. Mas, até aqui, o melhor futebol do mundo se joga no Etihad Stadium, casa do Manchester City. E, ontem, foi apenas no segundo tempo que deram as caras alguns momentos deste futebol. Na verdade, foi muito mais a imposição de uma ideia de futebol que garantiu os 2 a 1 sobre o West Ham, de virada. Uma mexida ousada no intervalo, com a entrada de Gabriel Jesus, gerou 38 minutos de uma obsessiva busca pela vitória, marca do técnico Pep Guardiola, até David Silva fazer o segundo gol e manter os oito pontos de vantagem sobre o Manchester United.

No sábado, o time do técnico José Mourinho foi a Londres bater o Arsenal por 3 a 1, completando uma sequência de resultados expressivos, e espera o rival City para o clássico no próximo domingo. Um choque de estilos, do pragmatismo contra a ousadia. Um jogo que pode ditar os rumos do campeonato e não permite qualquer prognóstico seguro.

O City faz história. Com 14 vitórias e um empate em 15 rodadas, iguala o melhor início de temporada dos 129 anos de história do Campeonato Inglês, obtido pelo Tottenham em 1960. E as 13 vitórias seguidas atingidas ontem o conduzem à melhor sequência de todos os tempos.

Curioso que o primeiro tempo apontava para uma atuação problemática de um City que, nas últimas rodadas, parecia ter perdido o frescor, a capacidade de achar espaços nas defesas sempre fechadas que encontra. Tanto que, ontem, chegou à quarta vitória seguida na parte final do jogo. Já obtivera triunfos agônicos contra Feyenoord, Huddersfield e Southampton. Nestes, apesar da disposição ofensiva inegociável, teve problemas para criar.

No primeiro tempo de ontem, também. Com Jesus no banco e Aguero no centro do ataque, o City foi dono da bola mas nunca deu a sensação do gol iminente. E ainda viu o West Ham, disposto a gastar o tempo e buscar uma ou outra chance de contragolpe, ter as melhores oportunidades até o zagueiro Ogbonna marcar.

Ainda havia cinco pontos de folga na liderança e 45 minutos por jogar. À primeira vista, não parecia ser caso para revoluções. Mas foi quando Guardiola mostrou o que o caracteriza: a disposição de arriscar, a crença no controle do jogo a partir da bola, com seus jogadores mais técnicos, ainda que abrindo mão de marcadores.

Ele tirou o lateral brasileiro Danilo e pôs Delph, até ali o único volante, na posição. Jesus entrou e o City passou a ter o brasileiro e Aguero no centro do ataque, Sané numa ponta e Sterling na outra. À frente da defesa, tentando iniciar as jogadas com qualidade, estavam David Silva e De Bruyne, dois meias ofensivos por natureza. Na prática, um 4-2-4. E com laterais e zagueiros ativos na construção de jogadas. Otamendi em especial.

— Talvez hoje tenha sido uma lição para mim, uma nova forma de atacar contra defesas fechadas: usando dois atacantes pelo centro nosso jogo fluiu mais — disse Guardiola.

Claro que houve riscos, mas o jogo foi muito mais controlado. Pelo domínio da bola e pela pressão intensa para retomála no ataque. Virou um ataque contra defesa, desta vez com chances de gol e belos momentos. Como a tabela de Jesus com Sterling, que permitiu ao brasileiro dar o passe para o gol de Otamendi. Sané e Sterling ainda perderiam ótimas chances.

Com Jesus e Agüero juntos e dois pontas, o time sobrecarregava a defesa de cinco homens do West Ham e fazia com que Silva e De Bruyne controlassem a bola com mais espaços. Aos 38, um lindo passe do belga encontrou Silva que, com um toque sutil, tirou da jogada o goleiro Adrian.

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