NOVA YORK, Nova Iorque (AFP) - O espanhol Rafael Nadal, que no ano passado ficou meses parado por causa de uma lesão no joelho, está em grande fase da hora de encarar o US Open, que começa nesta segunda-feira, ameaçando o favoritismo de Novak Djokovic e Andy Murray.
Já o suíço Roger Federer caiu para a sétima posição do ranking da ATP e terá como desafio mostrar ao mundo que aos 32 anos ainda tem condições de brigar com os melhores para tentar conquistar seu 18ª título em torneios do Grand Slam.
No feminino, a grande favorita é uma tenista da casa, a americana Serena Williams, que busca o pentacampeonato em Flushing Meadows.
Nadal, de 27 anos deu a volta por cima ao voltar às quadras em fevereiro após sete meses afastado, conquistando nada menos de nove títulos, inclusive seu oitavo troféu em Roland Garros.
Além da hegemonia de sempre no saibro, seu piso favorito, o espanhol impressionou ao manter 100% de aproveitamento em quadra dura, levando a melhor em três Masters 1000 (Indian Wells em março e a dobradinha Montreal-Cincinnati neste mês de agosto).
Sem poder disputar o US Open no ano passado, o espanhol não tem pontos para defender, por isso espera voltar à posição de número um do mundo, que não ocupa desde 2011.
No ranking dessa semana, ele já desbancou o britânico Andy Murray do segundo lugar e agora está de olho no líder Novak Djokovic.
"Nadal é claramente o melhor jogador do ano, não há nenhuma dúvida sobre isso", admitiu 'Djoko', que perdeu para o espanhol nas semifinais de Roland Garros, mas conseguiu a façanha de derrotá-lo na final do Masters 1000 de Monte Carlo, impedindo o nono título seguido do rival.
O espanhol, que já conquistou o US Open em 2010, pode se tornar o terceiro tenista da história a se sagrar campeão em Flushing Meadows após ter triunfado em Montreal e Cincinnati nas semanas anteriores, depois do australiano Pat Rafter (1998) e do americano Andy Roddick (2003).
"Ele vai ser muito difícil de ser batido", reconheceu Murray, atual campeão do US Open, que acabou com 77 anos de jejum britânico em Wimbledon em junho, na grama sagrada do All England´s Club, onde Nadal caiu logo na primeira rodada.
Já o espanhol preferiu esbanjar modestia. "Eu tive bons momentos nas últimas semanas, mas é só isso, não quer dizer nada. Só posso dizer que estou muito confiante", explicou o espanhol.
Com a obrigação de poupar seus joelhos, Nadal optou por um estilo de jogo diferente desde que voltou de lesão, ao jogar de forma mais agressiva para terminar os pontos mais rápido.
"Parece que ele mudou, ele avança mais dentro da quadra. Deve ter sido fruto de muito treino e já está dando resultado", observou Djokovic.
"Tento pegar mais cedo na bola, mas não se trata de uma mudança fundamental, já joguei bem em quadra dura no passado", lembrou o espanhol.
No entanto, o sorteio das chaves não poupou o número dois do mundo, que pode ter pela frente um 'clássico' contra Federer já nas quartas de final, e um jogo dífícil nas oitavas diante do 'gigante' americano John Isner, que derrotou na final de Cincinnati vencida em dois sets apertados, ambos definidos no tie-break.
O Brasil terá dois representantes, nenhum deles entre os 100 primeiros do ranking mundial. Thomaz Bellucci, número 118 do mundo, enfrentará na estreia o espanhol Roberto Bautista (64ª colocado do ranking).
Já Rogério Dutra Silva (138º do ranking) terá pela frente o canadense Vazek Pospisil, número 40 do mundo, que chegou às semifinais do Masters 1000 de Montreal há duas semanas.
Na ausência da russa Maria Sharapova, que desistiu de participar do torneio por causa de uma lesão no quadril, a bielorrussa Victoria Azarenka é a única que parecer ter condições de acabar com a hegemonia de Serena Williams no feminino. Ela chega a Flushing Meadows embalada por ter derrotado a americana na final de Cincinnati.
"Assim, ninguém vai me fazer perguntas todos os dias sobre uma série de vitórias consecutivas", brincou Serena, que busca seu 17º título em torneios de Grand Slam.

