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Para repetir a dose

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O maior legado que o Vasco pode trazer da boa campanha no Brasileiro do ano passado é a combinação entre São Januário e um bom público. Foi assim que o time conseguiu se impor quando jogou em casa, o que culminou com a classificação para a Libertadores. Hoje, às 16h, contra o Atlético-MG, vai estrear na Série A deste ano contando com mais uma vez com o fator caldeirão.

Os movimentos da diretoria já deixaram claro que o ganho técnico com o estádio lotado está à frente da arrecadação financeira na lista de prioridades. O novo plano Gigante, apresentado no começo do mês, dá ainda mais descontos na compra de ingressos. O preço médio do bilhete para o jogo de hoje é o quarto mais barato entre as dez partidas da primeira rodada. Um estímulo a mais para a torcida comparecer em peso esta tarde.

No ano passado, a comunhão entre time e torcedores foi imediata, em mais uma temporada de retorno do clube à primeira divisão. A disposição em ajudar a equipe, independentemente dos resultados, ficou clara logo na primeira oportunidade. Contra o Bahia, depois do Campeonato Estadual ruim e da goleada sofrida para o Palmeiras na primeira rodada, fora de casa, 17.770 pagantes incentivaram o time na vitória por 2 a 1.

No fim das contas, o Vasco terminou a competição com a melhor média de público pagante entre os clubes do Rio. O reflexo no desempenho em campo foi imediato. O aproveitamento de pontos em São Januário foi de 66,6%. Na última rodada, venceu a Ponte Preta em casa e confirmou o retorno à competição sul-americana.

Hoje, o time começa este Brasileiro como terminou o passado: sob a proteção de São Januário. A última vez que estreou com o pé direito na Série A foi em 2013, contra a Portuguesa, justamente em casa. Enfrentará esta tarde o Atlético-MG com seus titulares, com exceção de Erazo. O jogador, emprestado pelo clube mineiro ao Vasco, está proibido de ser fogo amigo esta tarde. Por causa disso, Werley será titular em seu lugar no miolo da zaga.

— Numa competição como o Brasileiro, vencer em casa é muito importante — destacou o zagueiro Werley ao site oficial: — Esperamos fazer uma grande apresentação e estrear com o pé direito dentro da nossa casa.

Casa também viu crise

Por outro lado, o time terá o reforço de Rildo. O atacante se recuperou da lesão no ombro esquerdo e se livrou da suspensão imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio, ao menos temporariamente, pela lesão que causou em João Paulo, do Botafogo. Seu retorno permite a Zé Ricardo mexer pouco no estilo de jogo que o Vasco está habituado a ter. Ele fará a função que Paulinho vinha fazendo.

— Rildo tem as características semelhantes às de Paulinho. Só contamos com a recuperação da questão do ombro para não corrermos risco de termos problemas. Temos o dever de estrear bem em São Januário — ressaltou Zé Ricardo.

Foi também em seu estádio que o Vasco teve seu momento mais dramático em 2017, no clássico contra o Flamengo: os confrontos entre torcedores e policiais militares dentro e fora do estádio, em que um vascaíno acabou morto. Como punição, foi proibido de atuar na Colina, o que atrapalhou o desempenho da equipe na Série A.

A possibilidade de o problema se repetir esse ano, espera-se, é pequena. O clima político acirrado do ano passado não se repete em 2018. Além disso, os clássicos deverão ser realizados no Maracanã.

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