Os corintianos estão presos desde 20 de fevereiro, após Kevin Espada ser atingido por um sinalizador, durante o jogo contra o San José, pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Eles continuaram presos mesmo depois que um menor de idade, sócio da torcida Gaviões da Fiel, se apresentou à Justiça brasileira como autor do disparo fatal.
Em maio, ele prestou depoimento ao promotor Alfredo Santos no consulado boliviano em São Paulo. O promotor levou à Bolívia as digitais do menor e fotos com a posição dos torcedores na arquibancada do Estádio Jesus Bermudez. Esse material foi decisivo para a liberdade dos sete torcedores.
O advogado dos 12 corintianos, Sérgio de Moura Ribeiro Marques, defende a tese de que Kevin foi atingido antes mesmo de o jogo começar. Isso porque ele diz ter conversado com bombeiros bolivianos que alegam que o resgate de uma pessoa ferida na arquibancada demora, no mínimo, oito minutos para ser realizado.
O procedimento incluiria o aviso do acidente, o deslocamento para pegar a maca e seguir até o local do incidente, abrir espaço entre dezenas de torcedores, colocar o corpo na maca, descer as rampas e escadas do estádio e chegar à porta de saída.
"Há depoimentos de pessoas que estavam entrando no estádio aos cinco minutos de jogo e viram o garoto boliviano saindo. O vídeo que mostra o rojão saindo da torcida do Corinthians foi feito aos cinco minutos de jogo. Esse intervalo de tempo não bate", alega Marques. S

