A prefeitura do Rio conseguiu estender por um ano o prazo final para a desmontagem da Arena do Futuro (onde foi disputado o handebol na Olimpíada) e do Estádio Aquático, no Parque Olímpico da Barra. A data limite era 31 de julho, e, como as instalações estão em um terreno que pertence à imobiliária Carvalho Hosken, a prefeitura poderia ser multada.
Crivella também pediu ao Ministério do Esporte a extensão do prazo, por 30 dias, para apresentar um plano urbanístico e projetos básicos e executivos das instalações esportivas do Parque de Deodoro.
Enquanto não elabora um projeto para desmontagem das suas arenas, a prefeitura, com ajuda da organização do Rock in Rio, paga a manutenção das instalações. O festival de música usa as estruturas como base para a preparação dos shows, que acontecerão em setembro na região. Mas não há planos para a arena do Futuro, que, segundo o projeto original, deveria ter se tornado quatro escolas. No mês passado, a prefeitura anunciou que não o faria, alegando que esse processo não foi previsto no orçamento.
Já as piscinas e a estrutura do Parque Aquático despertam interesse. Algumas prefeituras disseram querer pagar pelo transporte do material. A piscina principal vai ficar com o Exército, que está tomando conta das duas piscinas.
Outras arenas
O Parque Radical continua fechado para a população. A Arena da Juventude (que sediou esgrima e pentatlo), em Deodoro, ainda está sem utilização. As demais instalações da região pertencem ao Exército e estão sendo usadas por seus atletas.
As Arenas Cariocas 1 e 2, o Velódromo e o Centro de Tênis são administrados pelo Ministério do Esporte e não estão ociosos. A Arena Carioca 3, da Prefeitura, também recebe eventos esportivos regularmente.
No próximo dia 5, a prefeitura do Rio e o Governo Federal vão fazer um grande evento no Parque Olímpico da Barra, ocupando toda as arenas fixas.

