Um grupo pequeno, de 15 pessoas, porém barulhento, fez um protesto em frente ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), que nesta quarta-feira abriga a Assembleia Geral Extraordinária para delibrar sobre a prisão e pedido de licença de Carlos Arthur Nuzman, suspeito de envolvimento na compra de votos para os Jogos Oímpicos de 2016, além da sanção Comitê Olímpico Internacional (COI). Nuzman acabou renunciando ao cargo, em carta lida durante o evento.
- Por que um cidadão comum pode chegar à presidência da República e um atleta, como o Lars Grael, a Magic Paula ou o Bebeto de Freitas, não pode ser o presidente do COB? - questiona Luiz Lima, referindo-se ao estatuto da entidade que prevê apenas que presidentes de confederações possam concorrer ao cargo. - Presidentes da Coca-Cola, Nestlé, Ambev e por aí vai, não podem concorrer à cadeira em Brasília por causa de seus cargos. Poderiam como cidadãos.
Luiz Lima, que estava acompanhado do ex-nadador Djan Madruga, de atletas do tênis, do boxe entre outros, afirma que a queda de Nuzman “demorou para acontecer” mas que agora é o momento de mudar o estatuto da entidade.
- Se os presidentes de confederações que estão nessa reunião não aproveitarem esse momento, não sei não. O esporte pode cair em descrédito mais do que já está. É preciso fazer como a Confederação Brasileira de Vela que em 2020 terá atletas e treinadores votando pelo seu representante.

