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Rio corre risco de perder evento esportivo por falta de R$ 500 mil

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O Pan-Americano Master de 2020, previsto para acontecer no Rio, deve receber 10 mil atletas não profissionais a partir dos 30 anos, de 50 países (apesar do nome, a competição não é restrita ao continente), para a disputa de 25 modalidades no Parque Olímpico, na Barra. Além da geração de empregos, a organização prevê que o evento possa injetar R$ 150 milhões à economia da cidade com a chegada de 20 mil turistas. Mas uma cifra bem menor ameaça sua realização: R$ 500 mil. Este é o valor que a prefeitura deve pagar para assinar o contrato de adesão. Só que não há verba nos cofres.

Caso a realização do evento não seja confirmada até o próximo dia 30, a Associação Internacional de Jogos Masters (IMGA, na sigla em inglês) já avisou que promoverá a troca da sede. Cáli, na Colômbia, e Cleveland, nos Estados Unidos, concorreram com o Rio e podem ser o destino. O GLOBO apurou que, embora o prefeito Marcelo Crivella tenha assinado o termo de apoio à candidatura do Rio em março de 2017, os R$ 500 mil nunca estiveram previstos no orçamento para 2018 e tampouco foram levados à aprovação da comissão de orçamento da Câmara.

Já foram realizadas 64 reuniões entre técnicos da prefeitura e representantes das entidades que organizaram a candidatura da cidade: o Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM) e o Rio Convention Bureau. Diante da falta de verba pública, a Secretaria Municipal da Casa Civil incumbiu o subsecretário de Promoção de Eventos do Rio, Rodrigo Castro, da missão de tentar captar estes recursos junto à inciativa privada. A iniciativa representa o último fio de esperança dos Jogos.

— Infelizmente, a situação financeira atual da prefeitura não nos permite o investimento direto nos Jogos. Mas assim que foi criada a Subsecretaria de Eventos, no início de agosto, fui convidado a participar do grupo de trabalho que promove o Master Games e sugeri a captação através da iniciativa privada. Será a maneira mais eficaz de garantirmos o pagamento da primeira parcela do investimento, que vence no final de setembro — explica Castro, que enumera suas apostas:

— A proposta de patrocínio já foi enviada a uma grande marca de refrigerantes e na próxima quarta-feira estarei em São Paulo para uma reunião com a diretoria de marketing de um grande banco. Também faz parte de nossa estratégia de captação levar o projeto dos jogos aos deputados federais da bancada do Rio, para conseguir a verba através de emendas parlamentares.

Pelo pouco tempo, há muita incerteza sobre o dinheiro ser obtido em tempo hábil. A preocupação é grande.

— Estamos acompanhando a situação com muita apreensão e mantendo contato quase que diário com a prefeitura — reconhece Djan Madruga, que chefiou o comitê de candidatura. — Eu me recuso a acreditar que possamos perder os Jogos Master. Tem muita gente boa no escalão médio da prefeitura dando duro para que esses Jogos aconteçam e tenho que acreditar que o alto escalão, começando pelo prefeito, também esteja acreditando neste esforço.

Procurada, a Casa Civil admitiu não dispor dos recursos. Mas orientou ao O GLOBO que procurasse o ex-subsecretário-executivo Alessandro Costa, responsável da pasta por tocar o projeto, para entender os motivos pelo qual ele nunca foi viabilizado financeiramente. Hoje candidato pelo PRB a deputado estadual, Costa não foi localizado.

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