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Santos quer acelerar processo que pode garantir quase dois meses de salários

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SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Santos tenta acelerar o julgamento do processo movido pelo escritório de advocacia Bonassa Bucker contra o clube, que bloqueia cerca de R$ 15 milhões, valor suficiente para pagar quase duas folhas salariais do Peixe diante da redução acertada com os atletas. A empresa aciona o Santos desde 2018 por serviços prestados durante a gestão do ex-presidente Modesto Roma Jr. O Peixe contratou um escritório especializado para dar máxima atenção ao caso e tentar liberar o montante o mais rápido possível. O último bloqueio se deu em agosto do ano passado, quando o clube recebeu a segunda parcela da venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid (ESP) e teve o valor bloqueado na Justiça a pedido do escritório Bonassa Bucker. O departamento jurídico do Santos está confiante na vitória e não quer fazer acordo no caso, o que vem sendo sugerido pelo juiz a cada audiência. O escritório Bonassa Bucker cobra o Peixe pelos seguintes serviços prestados: R$ 9,9 milhões pelo acordo com a Doyen Sports, R$ 1,1 milhão por consultoria jurídica, R$ 638 mil pelo 'Projeto Teisa', R$ 400 mil pelo "Projeto Espanha', R$ 325 mil pelo 'Projeto Sports10', R$ 247 mil pelo 'Projeto Audax' e R$ 202 mil por serviços prestados à presidência. O total na época correspondia a R$ 12,9 milhões, mas o valor corrigido fica na casa dos R$ 15 milhões. Em situação financeira delicada, o Santos também tenta desbloquear na Justiça R$ 2,5 milhões de uma dívida relacionada com o mecanismo de solidariedade da Fifa sobre a venda de Neymar do Barcelona ao PSG. A crise causada pela pandemia do novo coronavírus é citada pelo Peixe.

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