Enquanto o Flamengo anuncia Henrique Dourado, o Fluminense tenta olhar para frente. A diretoria estuda nomes, atrás de um substituto para o Ceifador. Gilberto, ex-Vasco, e até Hernane Brocador, ex-Flamengo, foram alguns dos jogadores sondados. O tricolor sabe a importância de contar com um camisa 9 experiente. Não ter um à disposição é uma realidade com a qual o clube não convivia há uma década.
Nas últimas dez temporadas, o Fluminense sempre teve pelo menos uma referência capaz de dar conta da responsabilidade de fazer muitos gols. Henrique Dourado, artilheiro do time e do futebol brasileiro em 2017 (com 32), foi o último deles. Mas a lista também conta com Rafael Moura, Washington, Dodô e, claro, Fred. Para se ter ideia da importância deles, quase sempre foram responsáveis por mais de 20% do poder do fogo do time na temporada. As únicas exceções ocorreram em 2013 e 2016, justamente quando a posição passou por uma crise.
Em 2013, as lesões afetaram o rendimento de Fred, que só marcou 9% dos gols do Fluminense. Três anos depois, o atacante deixou o clube após problemas com o técnico Levir Culpi e também com a diretoria. Contratado para substituí-lo, Henrique Dourado não engrenou naquela temporada. E o ataque sofreu. Juntos, os dois foram responsáveis por apenas 14% dos gols do tricolor em 2016.
Hoje, o técnico Abel Braga conta com os jovens Pedro e Felipe. Um pouco mais experiente, o primeiro foi o titular nas cinco partidas deste ano. Além de ter marcado um gol (contra o Madureira), mostrou evolução em relação ao ano passado. Mas é consenso que ainda é novo para assumir um posto que se tornou tradição no Fluminense.

