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Título que apresentou Santos de Neymar e das 'dancinhas' completa dez anos

SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A conquista do Campeonato Paulista pelo Santos em 2010 completa exatos dez anos neste sábado (2). O troféu representou a primeira conquista de Neymar pelo futebol profissional, um ano e dois meses depois de sua ascensão da base santista. Aos 18 anos, o atacante anotou 14 gols naquele estadual e terminou a competição como artilheiro. Tanto a estreia pelo profissional quanto o primeiro título aconteceram no mesmo palco: o estádio do Pacaembu. Na ocasião, Neymar já chegava à sua segunda final de Paulistão --no anterior anterior, havia amargado o vice-campeonato ao ser derrotado pelo Corinthians de Ronaldo Fenômeno. "Esse título de 2010 foi muito importante para minha carreira. Mesmo novo, eu já tinha participado de uma final no ano anterior, quando a gente foi vice-campeão. Desta vez, eu estava jogando com os meus melhores amigos da época do Santos, o Ganso e o André. Nós subimos juntos da base para o profissional, onde encontrei os meus ídolos também, que eu via jogar, como o Léo, o Giovanni e o Robinho, que é meu ídolo. Isso foi uma inspiração pra mim e isso é inesquecível", afirma Neymar. O menino da Vila iniciou a temporada vestindo a camisa 7, mas cedeu o número para Robinho, contratado no fim de janeiro, e passou a usar o número 11, com o qual fez história no Santos. Neymar marcou duas vezes na grande final diante do Santo André, em jogo duro e com três expulsões do lado santista. Para ele, os dois tentos anotados foram memoráveis. "Foi tudo muito especial, porque a gente tinha muita alegria em campo. É só observar que os dois gols que eu fiz tiveram passes de calcanhar, primeiro do Robinho e, depois, do Ganso. Isso é muito difícil, até porque o Santo André fez um jogo muito duro", recorda Neymar. Sem atuar com regularidade na Europa na época, Robinho optou por voltar ao Brasil aos 26 anos para garantir sua vaga na seleção brasileira, que disputaria a Copa do Mundo naquele ano. Ele veio por empréstimo e ficou até a metade da temporada, mas foi o suficiente para fornecer a experiência que os novos meninos da Vila precisavam e levantar duas taças, do Paulista e da Copa do Brasil. A equipe santista de 2010 ficou conhecida pelas goleadas e também pelas comemorações com danças. Robinho não recorda quem deu início às tradicionais dancinhas durante as comemorações de gols, mas elogia a parceria vitoriosa com Neymar, no time comandado pelo técnico Dorival Júnior. "Sou um abençoado por Deus por poder jogar com grandes jogadores, Neymar é um deles. Sobre 2010, o time era muito ofensivo, então não era tão difícil chegar no gol adversário. As dancinhas eram algo natural, porque nosso time vivia dançando e se divertindo durante os treinos e jogos. Muitas vezes eu puxava, em outras era o Neymar. Foi maravilhoso ter participado de outra geração vitoriosa do Santos", destaca Robinho. Além de Robinho, os meninos tinham outra referência em campo, na lateral-esquerda: Léo. O ídolo do Santos recorda que foi expulso na decisão do Paulistão justamente para defender Neymar do atacante Nunes, do Santo André. "Neymar tinha sofrido uma falta, e o Nunes começou a discutir com ele, xingando. Eu já era um dos líderes do grupo do Santos e me senti na obrigação de defender o Neymar e esculhambei o Nunes, xingando ele, e fui expulso. O Nunes também foi expulso e continuamos discutindo fora do campo", detalha Léo. Parceiro de Neymar e Robinho no ataque, o centroavante André, outro menino da Vila, lembra da emoção no vestiário mesmo antes da conquista do título paulista. "A gente era muito novo e não entendia o que era ser campeão e o que era ganhar pelo Santos. Nos emocionamos muito no vestiário antes do jogo. Olhamos um para o outro e falamos que seríamos campeões", relembra André.

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