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Torcedores organizados do Vasco são transferidos para presídio

Os 71 membros de organizada que foram presos na tarde de sábado, antes da partida entre Flamengo e Vasco, pelo Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), ao tentar deixar a sede da facção organizada Força Jovem do Vasco com material de luta para fazer uma emboscada a rubro-negros, no Maracanã, foram transferidos para Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Todos foram detidos em flagrante e condenados na audiência de custódia por desobediência a ordem judicial. Entre os presos está o presidente da organizada Sávio Agra Sássi. Os detidos já tinha restrição de afastamento de estádios, assim como a facção também estava punida.

No sábado, foram detidas 77 pessoas, os 71 maiores transferidos e seis menores. Os menores foram liberados ainda durante a partida com a chegada dos pais e assinatura de termos de responsabilidade. Como a facção organizada está punida, pelas subsequentes brigas, os torcedores ‑ que em sua maioria também tinham restrição nominal e deveriam comparecer à delegacia em dias de jogos – se encontram na sede da torcida, que também era proibido, sem uniforme. Os acusados portavam soco-inglês, morteiros, protetores bucais, pedaços de pau e até uma faca. Segundo o comandante do Gepe, o Major Silvio Luiz, eles iriam em direção do Maracanã. A sede da torcida, em São Cristóvão, fica há 2,5 km do estádio. A lei diz que eles não poderiam estar há menos de 5km de um praça esportiva.

Sávio e outros membros presos já haviam se envolvido em confusões anteriores e tem um histórico extenso de confusões. Alguns são tão conhecidos que foram reconhecidos pelos policiais que participaram da ação.

Os presos devem ser transferidos para outro presídio em breve. A carceragem de Benfica é um antigo batalhão prisional e hoje funciona como cadeia de triagem, para presos com ensino superior e presos por não pagar pensão alimentícia, segundo o próprio governo do estado. Nos próximos dias, a Polícia Civil, com ajuda do Gepe, deve entregar ao Ministério Público um inquérito sobre o caso. Com isso, os presos poderão ser acusados por outros crimes. Não há prazo para a soltura deles.

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