RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Em São Januário, o Vasco perdeu para o Goiás por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (12), pela terceira fase da Copa do Brasil. O gol único foi de Fábio Sanches. Com o resultado, Abel Braga virou alvo de vaias da torcida mais uma vez. O treinador tem sido muito criticado e, internamente, já há grupos que defendem a sua demissão. A falta de padrão de jogo e as substituições que não costumam surtir efeito são os principais questionamentos de seus detratores, que desejam uma equipe mais bem organizada e que proponha mais o jogo. Para o jogo da volta, na próxima quarta-feira (18), às 21h30, no Serra Dourada, ainda sem definição se haverá público ou não por conta da crise causada pelo coronavírus, o Goiás terá a vantagem do empate, uma vez que não há mais gol qualificado na Copa do Brasil. Em mais um jogo de total desorganização tática e falta de inspiração do Vasco, o volante Andrey foi um dos poucos a se salvar. Na marcação, deu pouco espaço para os perigosos Keko e Daniel Bessa, levando a melhor nos duelos individuais. Na frente, criou a melhor chance da equipe na partida em forte chute de fora da área que o goleiro Tadeu quase aceitou. Pressionado praticamente desde o início do ano, o técnico Abel Braga novamente foi vaiado pela torcida do Vasco. E a cobrança se iniciou ainda no primeiro tempo, quando o time deixou o campo perdendo de 1 a 0 e ele ouviu xingamentos. Também foi entoado o cântico "não é mole, não. Obrigação é ganhar no Caldeirão". Marrony manteve suas más atuações de 2020 na derrota para o Goiás. O jogador errou passes, esteve perdido na desordem tática do Vasco de Abel Braga e ainda dormiu no ponto no gol do Esmeraldino, deixando de acompanhar Fábio Sanches, que, mais esperto, saiu de trás para escorar corte torto de Werley e abrir o placar em São Januário. O jovem nem de longe repetiu seus melhores momentos e de novo decepcionou a torcida cruz-maltina. Antes xodó, Yago Pikachu não faz bom 2020. Assim como o restante da equipe, o lateral-direito teve má atuação e foi vaiado pela torcida em São Januário. No lance do gol do Goiás, o camisa 22 deu muito espaço para o cruzamento de Caju, e nas ações ofensivas, onde costuma ter destaque, também errou muito. Durante o segundo tempo, duas bombas explodiram num intervalo de poucos minutos na arquibancada atrás do gol. A polícia não conseguiu identificar os atiradores. No fim do jogo, com o Vasco atrás no placar, uma confusão se formou na torcida após xingamentos de organizadas ao presidente Alexandre Campello, com objetos sendo atirados e a Polícia Militar agindo para separar a briga. O JOGO Não fosse o canto alto da torcida do Vasco em São Januário, um desavisado poderia achar que o jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil era no Serra Dourada, tamanha a pressão que o Goiás impôs nos 15 primeiros minutos. Propondo jogo e com muita liberdade, principalmente pelo lado direito da defesa cruz-maltina, o Goiás poderia ter saído na frente ainda no início do jogo se não fossem boas intervenções de Fernando Miguel no chute de Rafael Moura, aos 10, e em linda bicicleta do argentino Keko, aos 11. A superioridade técnica incomodou a arquibancada, que em coro, passou a criticar Abel Braga durante toda a partida. O Vasco também teve sua chance de sair na frente, aos 23. Guarín achou Andrey no meio, o volante avançou e soltou uma bomba que Tadeu espalmou com a mão mole. No rebote, Cano mandou para as redes também com as mãos, viu o gol ser anulado e tomou cartão amarelo. E nem houve tempo para reclamar: três minutos depois, Keko bateu falta de muito longe e carimbou o travessão, em mais um prenúncio do que seria a longa noite na Colina. A clara superioridade durou todo o primeiro tempo, até que aos 43, enfim, se concretizou em gol. Pikachu deu uma avenida para Caju cruzar, Werley cortou mal e Fábio Sanches mandou para o fundo do gol. No lance, o auxiliar chegou a levantar a bandeira, mas abaixou e correu para o meio, confundindo os jogadores. Na volta do intervalo, Abel Braga mexeu por atacado: tirou Guarín e Vinícius e promoveu as entradas de Juninho e Ribamar. Mas nada mudou, a não ser a disposição renovada na ponta com o centroavante estabanado atuando improvisado. Dessa vez, o criticado jogador não teve culpa e se esforçou muito na função. Em uma boa jogada dele, Marrony recebeu na área e mandou a bola na arquibancada. Aos 9, na rara boa chance cruz-maltina, Castán girou na área e balançou a rede pelo lado de fora. Alegria na torcida só quando Abel virou para o banco e chamou Benítez. Claramente fora de forma e sem ritmo de jogo, o argentino, entretanto, tocou bem pouco na bola.
