Para chegar à liderança nesta oitava rodada, o Vitória, segundo colocado com 13 pontos, e mandante da partida - que será disputada neste domingo, às 16 horas, na Arena Fonte Nova, em Salvador -, precisa vencer o clássico e torcer para que o atual líder, o Coritiba, não bata o Santos na Vila Belmiro.
O time deve contar com dois trunfos para a missão: o estádio lotado (60% dos ingressos destinados a seus torcedores) e equipe completa. Os jogadores que o técnico Caio Júnior deve mandar a campo são os mesmos do triunfo sobre o São Paulo por 3 a 2, no último domingo.
Além disso, o Vitória conta com o favoritismo, resultado do retrospecto nos confrontos com o arquirrival este ano. Em quatro partidas pelo Campeonato Baiano, foram três vitórias (duas delas por goleada, por 5 a 1 e 7 a 3) e um empate.
Do outro lado, o Bahia, que ocupa a sétima colocação com 12 pontos, tem três desfalques para a partida, todos por suspensão. O treinador Cristóvão Borges não vai poder contar com os volantes Fahel e Diones e com o meia Marquinhos, que receberam cartões no empate contra a Ponte Preta por 0 a 0, em Campinas, no último sábado.
O técnico não confirmou os substitutos, mas os treinos apontam para as entradas dos volantes Feijão e Hélder e do atacante Wallyson na equipe. "Estamos confiantes", garantiu Wallyson. "Vamos entrar com muita vontade, e quem tiver mais vontade vai vencer".
Apesar do favoritismo, os jogadores do Vitória adotaram o discurso de humildade para a partida. "Clássicos são decididos nos detalhes", afirmou o volante Michel. "Eles (time do Bahia) estão confiantes e motivados com a campanha (no Campeonato Brasileiro) e sabemos das qualidades deles. Mas vamos jogar como temos jogado, buscando o ataque".

