Anitta está mesmo muito internacional. Nos Estados Unidos, onde gravou um clipe com J Balvin e promoveu a música 'Is That For Me', a cantora deu entrevista para a ABC News, e arrasou na fluência do inglês.
Na conversa, ela falou sobre começou sua carreira musical mesmo sendo pobre e com as dificuldades na educação do seu país, e contou que enquanto exercitava seu sonho musical na igreja, se formou como técnica em Administração, o que foi útil para sua carreira.
Ela foi muito elogiada pelo empresário John Sahidi, que está trabalhando com ela e disse que Anitta não só canta mas também é a diretora criativa dos seus clipes, destacando que eles têm muito sucesso de visualização no YouTube, e mencionou também o fato dela ser a artista brasileira mais seguida no Instagram.
Anitta contou que começou a carreira com o funk, além de falar sobre o machismo que existe no Brasil, que ela tenta criticar com sua música e forma de se portar. "Esse ritmo costumava falar sobre sexo, drogas, coisas que as pessoas mais humildes, e do gueto, vêem no dia-a-dia. Elas crescem vendo isso e cantam sobre isso. O que eu fiz com o funk foi pegar essa batida maravilhosa e falar sobre o poder feminino, com letras que todos pudessem curtir. E o meu país é um pouco conservador, quero dizer, você precisa ser uma namorada, uma esposa, ter seus filhos, ser uma boa garota, e eu pensei, eu quero fazer o que quero, dizer o que penso. Você pode ser você mesma. Eu tento explicar para as pessoas que não é porque você é sensual que não é inteligente. Não é porque você, sei lá, gosta de beijar dez pessoas em uma semana que você não é inteligente, não é respeitável. Então tem tanto isso, o feminismo existe no Brasil, mas as pessoas são mais conservadoras e você tem que ser uma namorada etc para ser respeitada. Por que é ok pra um homem ficar com cinco garotas e com as mulheres não é o contrário? Então é algo que Rihanna faz, Beyoncé faz, mas quem não entende inglês não pega a mensagem. Então eu fiz isso na nossa língua, e acho que eles entendem".
Sobre o espaço que o funk pode ter no mundo, a cantora acredita: "Acredito que [no futuro] o funk vai ter o mesmo espaço que o reggaeton tem hoje em dia. Antes o reggaeton era apenas latino, e hoje em dia é mundial. Um dia o funk vai ter esse momento"

