Manaus/AM - Em queda há seis anos, a taxa de gravidez na adolescência em Manaus é menos da metade da registrada no Brasil. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a proporção entre o número de mães de 10 a 19 anos e o número de nascidos vivos, estava em 20,06% em 2016, e chegou a 16,26% em 2021.
A queda é atribuída às inúmeras ações em conjunto voltadas para a atenção à saúde do adolescente, segundo a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe.
No Brasil, a gravidez na adolescência representa a maioria das gestações, com uma taxa de gestantes com menos de 17 anos de 57%, das quais 66% não são intencionais e 75% delas abandonam a escola.
A taxa de mortalidade dos bebês de mães muito jovens é alta, chegando a 15,3 óbitos a cada mil nascidos vivos, segundo o Ministério da Saúde.
A cidade de Manaus vem atingindo números menores a cada ano, com taxa de 20,06% em 2016, proporção que caiu para 19,20% (2017), para 18,63% (2018), 17,75% (2019), 17,22% (2020) e chegou a 16,26% (2021).
Uma das principais consequências da gravidez na adolescência é o abandono dos estudos, problema que pode impactar tanto a vida da mãe quanto a do bebê, explica a enfermeira Patrícia Marques, gerente de Ciclos de Vida da Semsa.
De acordo com ela, a rede está cada vez mais preparada para receber o público jovem e dar todas as orientações necessárias para que a gravidez na adolescência seja evitada, de forma segura e saudável.
Há ações educativas e serviços de planejamento familiar, que incluem a oferta de diversos métodos contraceptivos, como preservativos e anticoncepcionais, afirma a secretária.
Entre as ações está a “Oficina Proteger e Cuidar”, que busca aprimorar o conhecimento dos profissionais de saúde para fortalecer o acolhimento aos adolescentes nas unidades básicas. Uma dessas atividades, iniciada na terça-feira, 18, foi encerrada ontem (19), promovida pela Gerência de Ciclos de Vida e Núcleo de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente.
Um dos principais objetivos da oficina foi sensibilizar os servidores de que o adolescente pode receber atendimento nas UBSs, mesmo desacompanhado de um adulto. Tanto o Ministério da Saúde quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recomendam a garantia da assistência às jovens que não possuem apoio familiar ou se encontram em situação de vulnerabilidade.

