TEERÃ — Representantes do movimento extremista Hezbollah no Irã e na Rússia negaram que um drone iraniano violou o espaço aéreo israelense, como afirmou o governo de Tel Aviv.
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Nenhum drone entrou “no espaço área da Palestina ocupada”, afirmou o grupo em comunicado, que chamou de “mentiras” as informações de Israel.
O Ministério de Relações Exteriores do Irã afirmou, em comunicado, que as acusações israelenses são “ridículas” e defendeu o direito sírio à “legítima defesa”: “Os relatos sobre a queda de um drone iraniano que voava sobre Israel e também o envolvimento do Irã em um ataque a um jato israelense são ridículos (...) O Irã apenas fornece conselhos militares à Síria”, disse o porta-voz do governo iraniano, Bahram Qasemi.
O conflito começou à noite, com a invasão do espaço aéreo israelense por um drone lançado da Síria, que, segundo o Exército de Israel, era iraniano.
Este é o confronto mais grave entre Israel e Irã desde o início da guerra civil na Síria, em 2011. É a primeira vez que o Exército de Israel reconhece ter atacado alvos iranianos desde o começo do conflito na Síria, onde o Irã, inimigo de Israel, é aliado do regime de Bashar al-Assad.
Segundo o diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, os bombardeios israelenses foram dirigidos contra alvos no leste da província de Homs (centro), região onde, segundo ele, atuam forças iranianas e membros do Hezbollah libanês pró-Irã, outro inimigo de Israel.
A Rússia, por sua vez, manifestou preocupação com os ataques neste sábado. O Ministério das Relações Exteriores, em comunicado, instou que “ambos os lados exerçam a moderação e evitem ações que possam levar a complicações ainda maiores”.
Israel e Síria seguem oficialmente em estado de guerra há décadas. Nos últimos meses, o premier israelense, Benjamin Netanyahu, alertou para a expansão do Irã naquela região e afirmou que Israel não permitiá que a presença iraniana na Síria ameace seus interesses.

