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Após arrasar Dominica, Maria ameaça Porto Rico e Ilhas Virgens

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SAN JUAN, Porto Rico - A chegada do furacão Maria ao Caribe deixou várias nações da região em estado de alerta e fez sua primeira vítima ontem, na ilha francesa de Guadalupe, depois de uma pessoa ser atingida por uma árvore derrubada pela força dos ventos, que chegaram a atingir 264 km/h. No entanto, foi na ilha de Dominica, a pouco mais de 40 km de distância, que o Maria causou maior devastação, levando o primeiro-ministro Roosevelt Skerrit a fazer um apelo emocionado na TV e nas redes sociais. Hoje, Maria, um furacão de categoria 5, deve se aproximar das Ilhas Virgens americanas, e tocar terra em Porto Rico, onde autoridades locais já se preparam para o que pode ser o maior desastre natural a atingir o território em quase um século.

“Os ventos são impiedosos. Sobreviveremos com a ajuda de Deus”, escreveu Skerrit, que descreveu um cenário no qual telhados de aço eram arrancados das casas pela tempestade em uma de suas últimas mensagens. “Precisaremos de ajuda, meus amigos. Precisaremos de ajuda de todos os tipos.”

Como a pequena ilha ficou praticamente incomunicável, autoridades não puderam precisar a extensão dos estragos causados pelo furacão. Em Nova York, a cônsul Barbara Dailey afirmou à Associated Press que perdeu contato com moradores da ilha durante a madrugada, mas que, até a queda das comunicações, membros do governo estimavam que cerca de 70% das casas poderiam ter perdido os telhados.

Ontem, o Ministério do Interior da França anunciou que pelo menos 150 mil casas ficaram sem eletricidade nas ilhas de Guadalupe e Martinica, após a passagem do Maria, e confirmou o desaparecimento de duas pessoas na ilha de La Desirade, ao leste de Guadalupe. Segundo o ministro Gerard Collomb, outros territórios franceses, como as ilhas de St. Martin e St. Barts — ainda se recuperando da passagem do furacão Irma na semana passada — também poderiam ser atingidos pelo Maria.

Cuba, também fortemente afetado pelo Irma, anunciou ontem que adiará as eleições agendadas para 22 de outubro. Em anúncio divulgado na TV, o Conselho de Estado marcou 26 de novembro como a nova data, e afirmou que os esforços do governo e da população serão concentrados na recuperação da ilha.

Na capital porto-riquenha, San Juan, ruas tradicionalmente movimentadas estavam vazias, assim como as prateleiras dos supermercados. Moradores do tradicional bairro de La Perla, à beira-mar, receberam orientações para deixar a região, ainda que muitos tenham preferido reforçar as janelas e e enfrentar a chegada do Maria.

— Vocês devem deixar a área, ou morrerão — afirmou o comissário de Segurança Pública, Héctor Pesqueira. — Não sei como deixar isso mais claro.

O governador Ricardo Rosselló, que adotou diversas medidas de segurança desde o anúncio da chegada do Maria, alertou que Porto Rico poderá ficar sem energias por pelo menos quatro dias após ser atingido pelo furacão.

— O Maria impactará Porto Rico com uma força que não enfrentamos há várias gerações — afirmou Rosselló. — Teremos muito o que reconstruir.

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