Um atentado com dois caminhões-bomba cometido no sábado 14 na capital da Somália, Mogadíscio, matou ao menos 275 pessoas. Nesse que foi o ataque mais violento da história do país outras 300 pessoas ficaram feridas e o número de mortos pode aumentar. Nenhum grupo reivindicou a autoria da ação, mas as suspeitas das autoridades recaiam sobre o grupo jihadista Al-Shabab.
Os hospitais, com escassez de medicamentos e sangue, ficaram superlotados de feridos. Os caminhões foram posicionados em um cruzamento movimentado do distrito comercial de Hodan, que abriga muitas empresas e hotéis. Os mais atingidos foram o Safari Hotel e um movimentado mercado da cidade. Segundo a imprensa somali, a maioria dos mortos era de civis, principalmente vendedores ambulantes.
Segundo o comandante policial Ibrahim Mohamed, a maioria dos corpos ficou carbonizada ao ponto de se tornar “irreconhecível”. “É muito difícil ter um número preciso (de mortos) porque os corpos foram levados a diferentes centros médicos, e alguns foram retirados por seus parentes para o enterro”, disse Mohamed, que considerou esse o “pior atentado” da história da Somália.
“O que vi nos hospitais que visitei é indescritível. Continuamos encontrando corpos e peço a todos que ajudem. As pessoas estão em uma situação difícil”, declarou o prefeito de Mogadíscio, Tabid Abdi Mohamed. O presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed, visitou neste domingo, 15, o hospital Erdogan, onde os médicos afirmaram ter recebido 205 pessoas, mais de 100 delas com ferimentos graves. Abdullahi Mohamed decretou três dias de luto após o ataque.
Portal do Holanda/ Estadão


