Trinta e quatro bispos chilenos colocaram seus cargos à disposição do Papa Francisco após os escândalos de abusos sexuais cometidos por religiosos no seu país, segundo porta-voz da Conferência Episcopal do Chile. Em um comunicado lido pelo porta-voz de imprensa, os 34 bispos convocados pelo Papa no Vaticano para dar esclarecimento sobre os escândalos anunciaram que "todos" colocaram seus postos "nas mãos do Santo Padre", que é livre para decidir o futuro de cada um.
Segundo o G1, os religiosos participaram de reuniões com o Papa para esclarecer o acobertamento de crimes de pedofilia cometidos no Chile. A credibilidade da Igreja despencou no país por causa dos escândalos.
O caso envolve os abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima em uma paróquia de Santiago. Ele teve grande influência na igreja chilena e foi responsável por formar 50 sacerdotes, cinco dos quais se tornaram bispos. Depois que vieram à tona as informações de que ele abusou sexualmente de crianças e jovens quando era o titular da paróquia El Bosque, situada em um setor poderoso de Santiago, o religioso foi condenado a uma vida de oração e penitência pela Justiça do Vaticano em 2010.
A Justiça chilena também realizou um julgamento contra Karadima e o considerou culpado, mas ele não foi condenado porque os crimes já estavam prescritos.

