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Britânicos vão às urnas para definir governo que vai reger saída da UE

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LONDRES - Os britânicos começaram a ir às urnas nesta quinta-feira para eleições legislativas cruciais, tendo em vista as negociações do Brexit em um ambiente de ameaça terrorista. Apesar de ainda serem apontados como favoritos pelas pesquisas, os conservadores da primeira-ministra Theresa May perderam a grande vantagem que tinham, de mais de 20 pontos, frente aos trabalhistas de Jeremy Corbyn.

Em Londres, Birmingham, Manchester, Liverpool ou Glasgow, as urnas abriram às 7h (3h de Brasília) e fecharão às 22h (18h de Brasília) em um país abalado por três recentes ataques reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI) que fizeram 35 mortos em menos de três meses. Medidas especiais de segurança foram implementadas em Londres para permitir a rápida resposta das forças policiais, indicaram as autoridades, cinco dias após um ataque que resultou em 8 mortes na capital.

O Brexit e a segurança serão duas das principais questões a serem levadas em conta no momento da votação. Os líderes dos principais partidos já votaram: May chegou sorridente com seu marido Philip à urna em Sonning, Berkshire, mas não falou à imprensa. Já Corbyn cumprimentou e agradeceu o apoio das pessoas no seu ponto de votação em Islington, no norte de Londres:

— Estou muito orgulhoso de nossa campanha — declarou, fazendo sinal positivo com o dedão.

A votação, à qual mais de 47 milhões de britânicos são chamados a participar, foi convocada três anos antes do fim da legislatura por Theresa May, que espera obter uma maioria qualificada para negociar o Brexit com os 27.

A última pesquisa do instituto You Gov para o “Times”, de 5 a 7 de junho com 2.130 pessoas, apontava os conservadores com 42% dos votos contra 35% para os trabalhistas.

O impacto dos atentados sobre a votação é difícil de avaliar. Se os conservadores são, de acordo com analistas, considerados "mais fortes" em questões de segurança, passaram a ser criticados por não impedirem tais ataques e por suprimirem 20 mil postos policiais desde 2010.

As apostas vão muito além das fronteiras do país, enquanto a União Europeia deseja começar o mais rápido possível as negociações sobre o Brexit. Theresa May quer fortalecer sua estreita maioria de 17 assentos que dispõe no Parlamento para evitar qualquer rebelião em seu acampamento ao negociar o seu projeto "duro" de Brexit.

— Me dê seu apoio para liderar o Reino Unido, me dê a autoridade e um mandato claro para falar em nome do Reino Unido, me fortaleça para lutar pelo Reino Unido — pediu na terça-feira May em seu último ato de campanha em Stoke-on-Trent, a cidade com maior índice de apoio ao Brexit no referendo de junho de 2016. — Se acertarmos agora, podemos construir um Reino Unido que é muito mais próspero e seguro, um Reino Unido no qual a prosperidade e oportunidade são compartilhadas por todos.

Jeremy Corbyn, de 68 anos, um veterano da ala esquerda do Labour, se diz não questionar "a realidade do Brexit". Mas ele quer adotar um tom mais conciliador com Bruxelas e manter o acesso ao mercado único europeu.

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