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Como funciona o software de espionagem Pegasus usado pelo governo mexicano

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RIO — Saiba como funciona o software de espionagem Pegasus, usado pelo México para hackear jornalistas e ativistas. Com a ajuda do software, comprado por US$ 80 milhões da empresa israelense NSO Group por pelo menos três agências governamentais, foram realizadas ao menos 88 tentativas de invasão ilegal em telefones de 12 pessoas que investigavam o governo, entre janeiro de 2015 e julho do ano passado, segundo denúncia apresentada à Procuradoria-Geral.

Trata-se de um dos programas de ciberespionagem mais sofisticados existentes no mercado. Uma vez instalado, pode ser usado para acessar todas as informações do telefone e vigiar cada dado gerado, não importando se é mensagem ou localização.

Há diferentes versões, incluindo algumas projetadas especificamente para o país ou o alvo. No caso dos ataques ocorridos contra jornalistas no México, tudo se dava através de mensagens de texto que chegavam ao celular da vítima com um link infectado.

A empresa israelense, NSO Group, diz vender exclusivamente para governos, com a condição que só seja utilizado para combater criminosos. Porém, há agências que revendem o software, além da venda no mercado negro.

Segundo vazamentos da própria agência revendedora, as compras datam de 2014 e afetam a Procuradoria Geral da República, entre outras instâncias. Porém, segundo a mídia mexicana, o Exército teria comprado a tecnologia em já no ano de 2012.

Não é fácil saber se o Pegasus entrou em seu celular. Algumas dicas são observar se as chamadas caem frequentemente ou se ao abrir aplicativos estes dão problemas ou se encerram. Isto acontece frequentemente em telefones infectados.

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