Início Mundo Cristina Kirchner tem bunker particular para contagem de votos em Buenos Aires
Mundo

Cristina Kirchner tem bunker particular para contagem de votos em Buenos Aires

BUENOS AIRES — Candidata a senadora, a ex-presidente Cristina Kirchner não votou nas eleições legislativas neste domingo — porque tem residência fixa em Santa Cruz — mas acompanhou a apuração de um bunker particular, chamado de Instituto Pátria, onde montou um centro de contagem de votos paralelo na província chave de Buenos Aires, a mais povoada do país, com o objetivo de revisar os resultados oficiais. De acordo com dirigentes da Unidade Cidadã — nova coalizão da ex-presidente — o grupo tem fiscais em todas as 37 mil mesas da província de Buenos Aires e o bunker receberá a foto das atas de cada urna.

As eleições para definir a nova composição das Câmaras de Deputados e Senadores na Argentina neste domingo deve ter uma participação recorde e pode superar a marca das eleições gerais de 2015, com 81% de votantes. Até às 13h (horário local), mais de 40% dos quase 13 milhões de argentinos habilitados para votar na província de Buenos Aires já haviam emitido seu voto.

A eleição não deve mudar o equilíbrio das forças do Congresso, mas servirá para medir o apoio do presidente Mauricio Macri, e seu plano para avançar na abertura econômica iniciada por ele há dois anos.

— O governo está contente com o que vem acontecendo no país. Temos um grande futuro pela frente — afirmou o presidente antes de votar.

O candidato a senador pela coalizão oficialista Mudemos, Esteban Bullrich, aparece nas pesquisas com uma ligeira vantagem sobre Cristina, mas a ex-presidente ainda tem muito apoio entre a parcela mais pobre da população.

— Voto por Macri (oficialismo) porque dar apoio a ele no Congresso. Não concordo com todas suas políticas, mas agora é hora de dialogar — disse à Reuters Héctor Catalano, comerciante 47 anos.

Mas muitos argentinos se queixam do tímido crescimento da economia, que não se reflete na vida cotidiana, além da alta inflação — um problema que vem desde o governo de Cristina.

— Cristina é a única alternativa que temos para frear as políticas antipopulistas de Macri. Este não é um governo que pensa nos trabalhadores, nem nos que têm menos, por isso o voto é a forma de dizer chega — disse Graciela Mantilla, 60 anos, dona de casa de La Matanza, província de Buenos Aires.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?