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Demi Moore avalia, em Cannes, que lutar contra a IA é batalha perdida

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Demi Moore avalia, em Cannes, que lutar contra a IA é batalha perdida
Demi Moore avalia, em Cannes, que lutar contra a IA é batalha perdida

Por Francesca Halliwell

CANNES, França, 12 Mai (Reuters) - Demi Moore pediu, antes da cerimônia de abertura do Festival de Cinema de Cannes nesta terça-feira, que a indústria cinematográfica encontre maneiras de trabalhar com a inteligência artificial e de se proteger dela, em vez de travar uma batalha perdida contra a nova tecnologia.

"A IA está aqui. Portanto, lutar contra ela é, de certa forma, lutar contra algo que é uma batalha que perderemos. Portanto, encontrar maneiras de trabalhar com ela é um caminho mais valioso a ser seguido", disse Moore a jornalistas.

A atriz norte-americana, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo filme de terror corporal "A Substância" após sua estreia em Cannes, em 2024, retorna ao festival neste ano como um dos nove membros do júri que entregará o prêmio principal da Palma de Ouro em 23 de maio.

"Será que estamos fazendo o suficiente para nos proteger? Não sei", acrescentou Moore. "Portanto, minha tendência seria dizer que provavelmente não."

O festival não permite IA generativa na competição, mas a conversa sobre o papel da tecnologia na produção de filmes tem sido um tema dominante no festival, que se posiciona como um guardião do que se qualifica como cinema.

Park Chan-wook, primeiro cineasta coreano a liderar o júri, refletiu sobre como a Coreia tornou-se uma potência do setor cinematográfico desde que ele levou seu thriller "Oldboy" a Cannes em 2004.

"A Coreia não está mais na periferia da indústria cinematográfica global", disse, por meio de um tradutor.

"A razão por trás disso não é apenas o fato de o filme coreano ter se saído muito bem e ter chegado ao centro do setor. É porque o próprio centro da indústria cinematográfica global se expandiu", avaliou.

Isso possibilitou que ele fosse nomeado presidente do júri, disse Park, acrescentando que prometeu não ser tendencioso em relação ao filme coreano, "Hope", de Na Hong-jin.

Comparar os 22 filmes da competição e classificá-los em primeiro, segundo e terceiro lugares pode parecer um ato "sem sentido", disse o coreano.

"Mas é aí também que está o valor disso, porque é uma oportunidade de contar a todo mundo e pedir que, por favor, assistam a esses filmes."

(Reportagem de Francesca Halliwell)

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